A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) divulgou nesta semana posicionamentos sobre dois temas com impacto direto na economia brasileira: a possível derrubada de vetos da Lei das Eólicas Offshore pelo Congresso Nacional e a recente redução da taxa Selic anunciada pelo Comitê de Política Monetária (Copom).
Segundo a entidade, as decisões podem influenciar tanto os custos da energia elétrica quanto o ambiente de investimentos e produção no país.
FIEMG teme impacto bilionário na conta de luz
A FIEMG demonstrou preocupação com a possibilidade de o Congresso Nacional derrubar o Veto nº 3/2025, relacionado à Lei das Eólicas Offshore. O tema está previsto para votação nesta quinta-feira (18).
De acordo com a Federação, a derrubada dos dispositivos vetados pode gerar custos estimados em R$ 550 bilhões até 2050, com reflexos diretos nas tarifas de energia elétrica.
A entidade alerta que a medida poderia provocar um aumento de até 9% na conta de luz dos brasileiros, afetando famílias, empresas e a competitividade da indústria nacional.
"O impacto seria significativo para toda a sociedade, elevando custos de produção, pressionando a inflação e reduzindo a competitividade da economia brasileira", afirmou o consultor de Mercado de Energia da FIEMG, Sérgio Pataca.
Entidade cita impactos ambientais
Além da questão econômica, a Federação argumenta que a derrubada dos vetos pode representar um retrocesso na transição energética do país.
Segundo a FIEMG, a medida estimularia a manutenção de fontes fósseis consideradas mais caras e mais poluentes na matriz energética brasileira por um período prolongado.
Por isso, a entidade defende a manutenção dos vetos presidenciais e a continuidade de políticas voltadas para a modernização e sustentabilidade do setor elétrico.
Redução da Selic é vista como positiva
Em outro posicionamento, a FIEMG avaliou de forma favorável a decisão do Copom de reduzir a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, fixando a Selic em 14,25% ao ano.
Para a Federação, a redução contribui para melhorar as condições de crédito e estimular investimentos produtivos.
Apesar disso, a entidade ressalta que os juros continuam em patamar elevado e ainda representam um obstáculo para diversos setores da economia, especialmente aqueles que dependem de financiamento para expandir suas atividades.
FIEMG defende equilíbrio fiscal
A Federação também destacou que a continuidade de um ciclo de redução dos juros depende da combinação entre controle da inflação, responsabilidade fiscal e fortalecimento dos fundamentos econômicos.
Segundo a entidade, um ambiente econômico mais previsível e equilibrado é essencial para ampliar investimentos, aumentar a produtividade e fortalecer a competitividade da indústria brasileira.
A FIEMG defende que políticas monetárias e fiscais atuem de forma coordenada para criar condições favoráveis ao crescimento econômico e à geração de empregos no país.
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