Os fundos de pensão, formalmente conhecidos como entidades fechadas de previdência complementar (EFPC), encerraram o ano de 2025 com um superávit total de R$ 17 bilhões e uma rentabilidade média notável de 13,23%. Este desempenho representa o melhor da série histórica desde 2013, ano em que o sistema havia registrado um superávit ligeiramente superior, de R$ 18 bilhões. As informações foram tornadas públicas nesta terça-feira (14) pela Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp).
Conforme os dados apresentados, o resultado positivo é fruto da diferença entre os R$ 39 bilhões contabilizados em planos que apresentaram superávit e os R$ 22 bilhões registrados em planos com déficit.
Devanir Silva, presidente da Abrapp, enfatizou que “os resultados alcançados em 2025 evidenciam a resiliência e a solidez da previdência complementar fechada no cenário brasileiro. Mesmo diante de um ambiente financeiro com seus desafios, o sistema demonstrou uma performance robusta, alicerçada em governança rigorosa, gestão de riscos eficaz e uma perspectiva de longo prazo”.
No Brasil, os fundos de pensão são responsáveis pela administração de aproximadamente R$ 1,4 trilhão em ativos. Estruturados como sociedades civis ou fundações, essas entidades operam sem fins lucrativos, oferecendo planos de previdência privada que se destinam unicamente a funcionários de empresas ou a integrantes de associações profissionais.
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