O senador Flávio Bolsonaro divulgou uma mensagem dos Estados Unidos agradecendo o apoio dos presidentes Donald Trump e Javier Milei para deixar o país após ser derrotado nas eleições presidenciais brasileiras.
No manifesto, o parlamentar alterou a autodeclaração inicial de "verdadeiro presidente eleito" para "líder do Brasil". Sem apresentar provas, ele voltou a questionar o resultado das urnas, criticando a extensão do horário de votação autorizada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A apuração oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva com 64 milhões de votos, contra 59 milhões do candidato do PL. A lisura do pleito foi chancelada pela OEA, por líderes internacionais, pelos presidentes da Câmara e do Senado, e pelo próprio partido de Flávio.
A fuga do país ocorreu em descumprimento a uma ordem judicial do ministro Alexandre de Moraes, que determinou a retenção dos passaportes do senador a pedido da Polícia Federal. Flávio Bolsonaro é investigado no STF em inquéritos sobre lavagem de dinheiro por bancas de apostas e financiamento irregular do filme Dark Horse.
Mesmo no exterior, o congressista afirmou que pretende comandar a oposição brasileira à distância. A primeira versão do documento divulgado trazia ainda o brasão da República com o nome "Estados Unidos do Brazil", grafia em desuso desde 1967.
Reação no Congresso americano
A acolhida concedida ao senador gerou reações no Congresso dos Estados Unidos. O Comitê de Relações Exteriores da Câmara criticou o tratamento diferenciado dado pelo governo de Donald Trump a Flávio, comparando a facilidade de acesso ao país com as duras restrições impostas a refugiados de conflitos no Sudão e no Haiti.

RCWTV
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