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Quarta-feira, 28 de Outubro 2026
Política

Câmara aprova acordo do mercosul para proteção de mulheres

Proposta que visa garantir segurança em países membros segue agora para análise no senado federal.

Redação RCWTV
Por Redação RCWTV
Câmara aprova acordo do mercosul para proteção de mulheres
Foto: Thiago Cristino/Câmara dos Deputados
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A Câmara dos Deputados aprovou o acordo do mercosul focado no reconhecimento mútuo de medidas protetivas para mulheres em situação de violência de gênero. O avanço ocorreu por meio do Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 274/26, formulado pela Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul, e o texto seguirá para apreciação no Senado.

Essa iniciativa assegura que decisões de amparo emitidas em uma nação signatária recebam prioridade de execução nos demais territórios parceiros. A meta central consiste em salvaguardar a vida, a saúde e a integridade física e psicológica das vítimas, sem importar o status migratório delas.

A deputada Benedita da Silva (PT-RJ), relatora da matéria em Plenário, defendeu o aval ao texto. Segundo ela, a medida valoriza a dignidade humana, a equidade de gênero e os direitos humanos nas relações internacionais.

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O projeto teve origem na Mensagem 1873/25, encaminhada pelo Poder Executivo. Cabe constitucionalmente ao Congresso Nacional dar o aval final a tratados externos que criem obrigações para o país.

Alcance regional e regras da OMP

Firmado em Assunção, Paraguai, em 20 de julho de 2022, o pacto engloba Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, além de contar com Bolívia, Chile e Equador como membros associados.

O texto estabelece a criação da Ordem Mercosul de Proteção (OMP), emitida por juízes do local onde a salvaguarda foi concedida inicialmente. A interlocução entre as nações ocorrerá por meio de autoridades centrais.

A própria vítima poderá pedir a OMP caso viaje ou mude de residência para outro país signatário. As sanções incluem o afastamento do agressor, proibição de contato, restrição a locais específicos e suspensão de porte de armas.

Ademais, o pacto contempla o emprego de ferramentas de geolocalização e rastreamento, a exemplo de tornozeleiras eletrônicas, desde que haja infraestrutura tecnológica disponível no território executor.

Conheça a tramitação de projetos de decreto legislativo

FONTE/CRÉDITOS: Agência Câmara Notícias

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