Um movimento nacional pelo retorno das aulas em fevereiro realizará carreatas neste sábado, 16 de janeiro, em todo território nacional. Juiz de Fora aderiu ao movimento através do apoio da comunidade “Escolas em Movimento”, do Sindicato das Escolas Particulares da Região Sudeste de Minas Gerais-Sindepe/Sudeste e de pais de alunos. O objetivo dos manifestantes é defender a retomada das aulas presenciais, de maneira gradual, segura e de forma híbrida, em data a ser definida pelo Município; reivindicar a prioridade de vacinação para os trabalhadores da educação e informar à sociedade juizforana que as instituições de ensino estão preparadas para prestar o ensino presencial, com segurança e cumprimento dos protocolos específicos do setor educacional.
Segundo a representante do grupo Escolas em Movimento em Juiz de Fora, Mônica Fernandes, as escolas particulares, de educação infantil e ensino fundamental já trabalham com número bem inferior de alunos que o da rede pública e sob fiscalização constante.
“Mesmo assim apresentamos protocolos específicos e detalhados para garantir a segurança de alunos, professores e colaboradores dentro do ambiente escolar. Nosso setor está parado desde março, propiciando o aparecimento de dezenas de creches irregulares que não cumprem nenhum protocolo. Se não houver mudanças vamos ter que fechar as portas de escolas que há anos trabalham em prol de uma educação de qualidade que prima pela segurança de seus alunos”, argumenta. “É nosso dever informar à sociedade juizforana que as instituições de ensino estão preparadas para prestar o ensino presencial, com segurança e cumprimento dos protocolos específicos do setor educacional”, afirma em nota a presidente do Sinepe/Sudeste, Anna Gilda Dianin.
A concentração dos representantes de escolas particulares, professores e pais de alunos será realizada próximo ao Supermercado Carrefour, às 11h. Os veículos seguirão pela Av. Barão do Rio Branco até a ponte do Manuel Honório onde entrarão à esquerda na Avenida Brasil em direção ao viaduto Itamar, seguindo pela Av. Presidente Itamar Franco até o trevo do bairro Cascatinha.
ARGUMENTOS DO SETOR
O setor argumenta que no início da pandemia, quando o conhecimento sobre o SARSCoV-2 ainda engatinhava, estritamente por medida de cautela, recomendou-se a suspensão das aulas presenciais. Com o tempo e o conhecimento acumulado, a ciência, em todo o mundo, com base em evidências, estudos e pesquisas, concluiu que as crianças e adolescentes não são disseminadores do vírus. No mesmo sentido, desde o mês de junho de 2020, sociedades pediátricas dos quatro cantos do planeta, divulgam estudos, cartas abertas e publicações em diversas redes sociais, clamando ao Poder Público que abram as escolas para receber os estudantes, pois, o dano provocado pelo isolamento, os afeta pesadamente. Não se trata apenas de prejuízo no campo da aprendizagem, mas, de um efeito deletério que se espalha para as esferas psicossociais, emocionais, fisiológicas entre outros.
