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Segunda-feira, 15 de Junho 2026
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Minas Gerais

Epamig integra projeto para obter Denominação de Origem de vinhos em Minas Gerais

Pesquisa busca comprovar identidade única dos vinhos de inverno produzidos na região Sul do estado

Talia Santana
Por Talia Santana
Epamig integra projeto para obter Denominação de Origem de vinhos em Minas Gerais
Erasmo Pereira / Epamig
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A Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) assumiu a subcoordenação de uma pesquisa científica estratégica para pleitear o registro de Denominação de Origem (DO) para os vinhos de inverno cultivados na região Sul de Minas Gerais. A proposta, intitulada "Estruturação da Denominação de Origem Sul de Minas de Vinhos Finos para Registro junto ao INPI", foi apresentada originalmente pelo Grupo Vitácea Brasil e acabou aprovada por meio da chamada 08/2025 do programa Compete Minas, vinculado à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig). O projeto pretende mapear as características que conectam a qualidade do produto às condições geográficas locais, gerando impactos positivos também para o mercado consumidor em polos de distribuição como Juiz de Fora.

Metodologia técnica e cooperação entre instituições de pesquisa

O cronograma de atividades científicas prevê a execução de avaliações multidisciplinares ao longo de 36 meses, abrangendo análises laboratoriais sobre o comportamento do clima, a composição química do solo, a fisiologia da videira em manejo produtivo, além do perfil aromático e sensorial das bebidas. O plano de ação é executado de forma cooperativa entre diferentes órgãos públicos. Enquanto a Epamig responde pelo suporte metodológico, microvinificações e análises de laboratório básicas, a Embrapa Uva e Vinho executa as avaliações de compostos fenólicos. Em complemento, a Universidade Federal de Lavras (Ufla) e o Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) realizam a caracterização do relevo, solo e variações climáticas.

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Diferença entre Indicação de Procedência e Denominação de Origem

A área geográfica do Sul de Minas Gerais já detém, desde o mês de fevereiro de 2025, o selo de Indicação Geográfica (IG) na categoria de Indicação de Procedência (IP), certificação que atesta a fama e o conhecimento tradicional da região na elaboração de vinhos. Essa delimitação atual engloba dez municípios mineiros e sete empresas vinícolas regulamentadas. Para evoluir o status de proteção jurídica para a categoria de Denominação de Origem, as regras do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) exigem a comprovação técnica detalhada de que os atributos e diferenciais sensoriais da bebida ocorrem devido aos fatores estritamente naturais e humanos do ecossistema local.

Tecnologia de dupla poda e aniversário do centro de pesquisas

O principal pilar de sustentação dos vinhos finos da região baseia-se na tecnologia de dupla poda da videira, técnica desenvolvida pela Epamig que permite a realização de duas podas anuais nas plantas. O manejo altera o ciclo natural e faz com que a colheita dos frutos aconteça no período do inverno, caracterizado pelo baixo índice pluviométrico e por uma elevada amplitude térmica. Os testes de validação do projeto foram iniciados com as coletas da safra de 2025, centralizados no Campo Experimental de Caldas. A unidade laboratorial de pesquisas agrícolas atinge a marca histórica de 90 anos de funcionamento em 2026.

FAQ

O que muda para os vinhos com o selo de Denominação de Origem?

O selo emitido pelo governo federal garante ao consumidor que as qualidades e características exclusivas daquele vinho fino decorrem das propriedades naturais e humanas do meio geográfico onde a uva foi cultivada.

O que acontece com os municípios que já fazem parte da Indicação de Procedência?

 Os dez municípios produtores continuam amparados pelo selo de procedência atual, mas a nova delimitação geográfica da Denominação de Origem só será fixada em definitivo após a consolidação dos resultados laboratoriais do solo e clima.

Como funciona o sistema de dupla poda nas videiras de Minas Gerais?

A técnica consiste em programar duas podas no ano para deslocar a maturação e a colheita das uvas para os meses de inverno, época que apresenta noites frias e dias ensolarados, ideais para a qualidade do fruto.

FONTE/CRÉDITOS: Governo Minas Gerais

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