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Quinta-feira, 05 de Novembro 2026
Política

Entenda as mudanças propostas para substituir o voto proporcional no Brasil

Lideranças partidárias articulam a adoção do voto distrital misto na Câmara, alterando a dinâmica de escolha para o legislativo.

Redação RCWTV
Por Redação RCWTV
Entenda as mudanças propostas para substituir o voto proporcional no Brasil
© Kayo Magalhaes/Câmara dos deputados
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Lideranças de partidos do Centrão na Câmara dos Deputados apresentaram uma proposta para adotar o voto distrital misto na escolha de membros do Poder Legislativo, exceto para o Senado. Caso seja aprovada, a mudança fará com que a eleição de deputados no país deixe de seguir o tradicional sistema proporcional.

Atualmente, os brasileiros elegem representantes federais, estaduais e vereadores municipais por meio do modelo proporcional. A única exceção no legislativo é o Senado, que adota o sistema majoritário, semelhante ao aplicado na escolha de prefeitos, governadores e da presidência da república.

Proposta de Emenda à Constituição

Sob a liderança do presidente da casa, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), legendas como PP, PSD, União Brasil, Podemos e PSB pretendem votar a alteração por meio de uma Proposta de Emenda à Constituição ainda este ano.

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O cronograma prevê uma regra de transição nas urnas em 2030, com a implementação total prevista para o pleito de 2034. A articulação busca envolver diferentes correntes políticas para ampliar o debate sobre a reforma no parlamento.

Como funciona o sistema atual

No formato vigente, o eleitor vota diretamente na legenda ou no candidato. Os assentos são definidos conforme o quociente eleitoral, calculado após a divisão dos votos válidos pelas vagas em disputa.

Isso significa que o desempenho geral do partido define quantas cadeiras ele terá direito. Assim, os candidatos mais bem votados internamente ocupam essas vagas, priorizando o programa partidário em detrimento de candidaturas isoladas.

Críticas e o modelo misto

O modelo proporcional sofre críticas por permitir a eleição de candidatos com votações expressivamente menores devido ao impulso de puxadores de votos. Em contrapartida, o formato distrital misto divide as vagas entre disputa territorial e lista fechada.

Enquanto o voto distrital elege o mais votado em cada região específica, a lista partidária prioriza a ordem definida pelas próprias legendas, gerando debates intensos sobre representatividade e o fortalecimento partidário.

FONTE/CRÉDITOS: Lucas Pordeus León - repórter da Agência Brasil

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