Celebrado em 19/11, o Dia do Empreendedorismo Feminino reforça a importância da participação das mulheres na economia e na inovação. Para marcar a data, Scheilla de Freitas, docente do Senac em Juiz de Fora, que integra o Sistema Fecomércio MG, compartilha orientações práticas para mulheres que desejam transformar ideias em negócios bem estruturados.
Segundo a especialista, o ponto de partida é definir com clareza o público-alvo e realizar uma pesquisa de mercado capaz de identificar a demanda pelo produto ou serviço. Ela explica que esse mapeamento torna o planejamento mais assertivo e alinhado às necessidades reais dos clientes. Scheilla também destaca que reconhecer o próprio potencial e assumir uma postura protagonista são atitudes essenciais para iniciar a trajetória empreendedora com segurança.
Entre os erros mais comuns observados no início dos negócios, estão a ausência de planejamento financeiro, a falta de definição de um diferencial competitivo e a baixa consistência nas ações de divulgação. A docente enfatiza que é fundamental comunicar o valor do produto ou serviço de maneira estratégica. Para isso, redes sociais podem ser aliadas na construção de presença digital e fortalecimento da marca. Ela acrescenta que cada cliente deve ser tratado como um divulgador do negócio, com atendimento padronizado e de excelência.
Outro desafio recorrente é lidar com o medo de errar e com a pressão de assumir todas as responsabilidades sozinha. Scheilla reforça que falhas fazem parte do processo e devem ser entendidas como oportunidades de ajuste e crescimento.
Networking e capacitação como pilares do crescimento
A especialista ressalta ainda a importância da construção de uma rede sólida de contatos. Participar de palestras, eventos setoriais, grupos de estudo e comunidades locais contribui para abrir portas e ampliar oportunidades. Para ela, o investimento contínuo em qualificação é uma estratégia indispensável para garantir competitividade. Isso inclui não apenas conhecimento técnico, mas também habilidades de gestão, comunicação, inteligência emocional e visão crítica — competências que auxiliam na tomada de decisões, na antecipação de riscos e na identificação de novas possibilidades.
Em Juiz de Fora, polo de serviços e comércio em Minas Gerais, o empreendedorismo feminino ganha cada vez mais relevância. Scheilla acredita que as mulheres continuarão exercendo papel de protagonismo na construção de um modelo de negócio mais humano, inovador e orientado a propósito. Para ela, o futuro aponta para iniciativas que conciliam impacto social, diversidade e inovação.
Sobre a Fecomércio MG e o Senac em Juiz de Fora
A Fecomércio MG representa o setor do comércio de bens, serviços e turismo no estado, abrangendo mais de 750 mil empresas e 54 sindicatos. Há 86 anos, a entidade atua na defesa dos interesses empresariais e na articulação com governos e sociedade, sob a presidência de Nadim Elias Donato Filho. Também é responsável pela administração do Sesc e do Senac em Minas Gerais, que oferecem serviços e qualificações voltados a comerciários, empresários e à comunidade.
O Senac em Juiz de Fora mantém duas unidades e oferta cursos técnicos, pós-graduação (MBA), qualificações ágeis e turmas do Programa Jovem Aprendiz em áreas como Beleza, Comunicação, Gastronomia, Gestão, Saúde e Informática. A instituição, que atua desde 1960 no município, é polo de Educação a Distância e atende mais de 50 municípios da região. A Fecomércio MG trabalha em parceria com a Confederação Nacional do Comércio (CNC), presidida por José Roberto Tadros, reforçando sua atuação na defesa do setor e na promoção do desenvolvimento econômico mineiro.
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