Neste domingo, 14, é lembrado o Dia Mundial do Diabetes. A data instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) tem o intuito de alertar a população mundial sobre os riscos relacionados à doença. No ano passado, de acordo com a Federação Internacional de Diabetes (IDF), eram pelo menos 537 milhões de adultos convivendo com a patologia, um aumento de 16% em relação às estimativas de 2019. Os números também chamam atenção para o fato de quase a metade (44,7%) desses doentes ainda não terem sido diagnosticados.
A diabetes é uma doença sistêmica caracterizada pela produção insuficiente ou má absorção de insulina, hormônio responsável por regular os níveis de glicose no sangue. Pelo fato de, na maioria das vezes, não apresentar sintomas, o rastreio da doença é feito principalmente através de exames que medem as taxas de glicose do paciente.
De acordo com a médica endocrinologista do Departamento de Saúde da Mulher, Gestante, Criança e Adolescente (DSMGCA), Christiane Chaves, “a diabetes mellitus é subdividida em tipos que possuem tratamentos totalmente diferentes entre si. O tipo mais frequente, que chega a compreender 95% dos casos, é o diabetes tipo 2. Nesse tipo de diabetes, no início da doença, não há falta de insulina e é possível tratar com medicamentos orais”. Além disso, há ainda a diabetes tipo 1, uma condição autoimune e aguda em que o tratamento é feito, desde o ínicio, com a aplicação de insulina; e a diabetes gestacional, que é alteração da glicose detectada durante a gestação.
As altas taxas de açúcar no sangue são capazes de acarretar em várias complicações crônicas que podem causar o comprometimento dos rins, cegueira, amputação de membros e, em alguns casos, aumentar os riscos relacionados a um acidente vascular cerebral (AVC) e infartos.
A especialista fala que a melhor maneira de prevenir os quadros mais graves, em quem já possui a doença, passa pelo controle glicêmico. Mas, para isso, “é preciso fazer o tratamento da forma adequada, lembrando que esse tratamento compreende várias dimensões como o uso de medicação, seja ela comprimido, injetável, ou insulina, acompanhar com uma alimentação apropriada, adotar a prática de atividade física regular e, por fim, fazer a vigilância das taxas e o rastreamento dessas complicações”, explica Christiane.
No geral, de acordo com a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), algumas pessoas, como as que possuem familiares com diabetes tipo 2, são grupo de risco para a doença e devem ficar atentas aos sinais do corpo. Tonturas, tremores, suor em excesso, sede constante, perda de peso não explicada, vontade de urinar várias vezes ao dia, entre outros, são os principais sintomas quando manifestados. Pequenas mudanças no estilo de vida, como reduzir as atividades sedentárias e aumentar a atividade física programada ou espontânea, são o primeiro passo para o não surgimento da doença.
Tarde de Conversas sobre o tema
Na próxima terça-feira, 16, será realizada a “Tarde de Conversas e Cuidados com Diabetes Tipo 1”. Organizado pelo Departamento de Saúde da Mulher, Gestante, Criança e Adolescente, o evento terá palestras, rodas de conversa e dinâmicas relacionadas à Saúde Integral do paciente com diabetes tipo 1.
Por se tratar de uma patologia que requer uma atenção multidisciplinar, a tarde de conversa contará com a participação de profissionais da enfermagem, nutrição, educação física, odontologia, serviço social, psicologia, além da endocrinologia. Serão realizadas aferição da glicemia capilar e da pressão arterial, orientação para o autoexame dos pés e facilitação do acesso ao rastreamento de complicações crônicas para os pacientes do DSMGCA.
“Os pacientes com diabetes tipo 1 demandam uma abordagem diferente do diabetes tipo 2, e esse evento foi pensando em um contexto muito diferente que estamos presenciando esse ano, já que comemoramos 100 anos do descobrimento da insulina, esse hormônio que é vital para os pacientes diabéticos tipo 1, pois de uma hora para outra, seu corpo parou de produzi-la”, ressaltou a endocrinologista.
O evento acontece na próxima terça, a partir das 13h, no Teatro Paschoal Carlos Magno, na Rua Gilberto de Alencar, s/nº, Centro.
FONTE/CRÉDITOS: Imprensa PJF