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Sabado, 20 de Julho de 2024
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Ciência e Tecnologia

Cientistas Descobrem Biomarcadores no Sangue de Pacientes com Malária que Indicam Risco de Recaída

Estudo publicado na Scientific Reports revela novos alvos para diagnóstico e tratamento da malária vivax, abrindo caminhos para avanços no controle da doença.

João Vítor Fonseca
Por João Vítor Fonseca
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Cientistas Descobrem Biomarcadores no Sangue de Pacientes com Malária que Indicam Risco de Recaída
Imagens ilustrativas de Plasmodium vivax. As setas indicam os estágios sanguíneos assexuados de anel (cinza), trofozoíto (azul), esquizonte (verde) e o estágio sexuado conhecido como gametócito (vermelho) (imagens: Laboratório de Doenças Tropicais/Unicamp
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Pesquisadores brasileiros identificaram, pela primeira vez, biomarcadores no sangue de pacientes com malária vivax que podem prever o risco de recaída da doença. Publicado na revista Scientific Reports, o estudo analisou amostras de voluntários infectados pelo Plasmodium vivax, parasita conhecido por criar formas dormentes que podem reativar meses após o tratamento.

Contexto da Pesquisa

A malária vivax é a forma mais comum da doença no Brasil, e sua característica de criar formas dormentes do protozoário no fígado dificulta significativamente o controle da doença. Essas formas dormentes, responsáveis por até 90% dos casos de malária no país, podem ser reativadas, levando a recaídas.

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Metodologia e Descobertas

O estudo, financiado pela FAPESP, envolveu a análise de plasma sanguíneo de 110 pacientes da Amazônia, divididos entre aqueles com malária recorrente e não recorrente. Utilizando a técnica de metabolômica não direcionada, os pesquisadores identificaram mudanças significativas nos metabólitos presentes nos pacientes durante diferentes estágios da infecção.

Jessica R. S. Alves, do Instituto de Biologia da Unicamp, explica que os pacientes apresentaram uma superexpressão de metabólitos no primeiro episódio de malária, contrastando com a diminuição de metabólitos nas recaídas. Entre os pacientes com recaídas, foram observadas modulações em vias lipídicas, incluindo prostaglandinas e leucotrienos, enquanto aqueles no primeiro episódio mostraram alterações no metabolismo do triptofano e da vitamina B6.

Implicações e Limitações

Fabio Trindade Maranhão Costa, coautor do estudo, destaca que a principal contribuição foi identificar vias metabólicas que necessitam de mais investigação para entender as recorrências. No entanto, os pesquisadores apontam limitações, como o número reduzido de participantes e a incerteza sobre a origem das recorrências, que podem ser novas infecções ou recaídas.

Próximos Passos

Os próximos passos incluem estudos multicêntricos com maior número de pacientes e investigações adicionais combinando metabolômica com lipidômica, proteômica, transcriptômica e genômica. Análises do perfil imunológico de pacientes também serão conduzidas.

Além da FAPESP, o estudo contou com o apoio do CNPq, TWAS, Fapeam e Instituto Serrapilheira.

O artigo completo pode ser acessado em: https://www.nature.com/articles/s41598-024-54231-5.

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FONTE/CRÉDITOS: Agência FAPESP
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Publicado por:

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