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A necessidade de acolhimento e acompanhamento de estudantes que enfrentam dificuldades emocionais foi o principal tema debatido durante uma simulação de audiência pública em Juiz de Fora. A atividade ocorreu na tarde da quarta-feira, 4, promovida pelo projetoCâmara Mirim, dando voz aos adolescentes para compartilharem experiências, apontarem problemas e sugerirem melhorias para a atenção psicossocial nas escolas.
Em resumo:
- Estudantes simularam audiência pública promovida pelo Câmara Mirim.
- Propostas focam na atenção psicossocial e acolhimento nas escolas.
- A necessidade de acolhimento e acompanhamento de estudantes que enfrentam dificuldades emocionais foi o principal tema debatido durante uma simulação de audiência pública.
Durante os debates, os participantes destacaram que palestras pontuais sobre bullying ou saúde mental nem sempre deixam os alunos à vontade para falar. A estudante Yasmin Vitória Pires, da Escola Estadual Antônio Carlos, defendeu a importância de um acompanhamento mais próximo e de profissionais preparados para ajudar. Ela ressaltou a necessidade de contar com apoio de assistentes sociais e psicólogos dentro da realidade onde os conflitos são vivenciados.
Debates e propostas apresentadas pelos estudantes
Sobre a Audiência Pública, a vereadora Cida Oliveira explicou que o Legislativo serve para a sociedade trazer demandas. Ela é do PT e afirmou que o espaço ajuda a construir soluções. A parlamentar agradeceu a presença dos jovens e incentivou o envolvimento político. Ela destacou que a escola não é uma ilha, mas está inserida na sociedade.
A programação anual do Câmara Mirim tem como foco neste ano a saúde mental no ambiente escolar. A atividade reuniu 120 adolescentes entre 13 e 14 anos em debates e oficinas de formação política, contando também com a presença de representantes de escolas, do gerente de Inclusão e Atenção ao Educando, Gabriel Braga Vicente, e da gerente do Departamento de Acompanhamento da Produção Legislativa (DAPROL), Aline Laier.
Desdobramentos e reflexões sobre saúde mental
Durante a simulação, o estudante Davi Henriques dos Santos, da Escola Municipal Dr. Adhemar Rezende de Andrade, chamou a atenção para a pressão enfrentada pelos meninos para esconder sentimentos e demonstrar força constante. Segundo ele, esse comportamento prejudica a saúde emocional e reforça o machismo. O ideal é promover atividades escolares focadas em relações saudáveis baseadas em respeito, confiança e apoio.
A relação entre escola e família também integrou os apontamentos da estudante Eduarda Figueiredo Müller, do Centro de Educação Interativa (CEI). Ela destacou que a falta de diálogo entre pais e filhos dificulta o enfrentamento de situações emocionais. A parlamentar questionou a ampliação de profissionais de apoio para aproximar as famílias.
Participação e acompanhamento institucional
A simulação de Audiência Pública foi promovida pelo projeto Câmara Mirim. Ela permitiu que os adolescentes compartilhassem vivências e questionassem autoridades sobre os serviços de atendimento psicossocial nas escolas.
A iniciativa reforça o papel do Legislativo na escuta ativa da sociedade. Ela proporciona aos jovens um espaço legítimo para apresentar demandas e debater soluções práticas com gestores presentes.
*Com informações oficiais de Câmara Municipal JF.
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