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Sexta-feira, 06 de Novembro 2026
Educação

Avanço na educação especial: aprendizagem de alunos com deficiência cresce

Pesquisa inédita aponta melhorias nos anos iniciais, mas revela persistência de grandes desafios nas etapas finais da educação básica no país.

Redação RCWTV
Por Redação RCWTV
Avanço na educação especial: aprendizagem de alunos com deficiência cresce
© Paulo Pinto/Agência Brasil
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A educação especial registrou avanços expressivos na rede pública brasileira entre 2013 e 2023, conforme aponta um levantamento inédito. A pesquisa demonstra que a diferença no desempenho escolar entre alunos com deficiência e estudantes do ensino regular diminuiu consideravelmente nas turmas do 5º ano, refletindo um compromisso maior das instituições com a inclusão.

O estudo foi desenvolvido pelo Instituto Rodrigo Lemos (IRL), em parceria com a Fundação Lemann e o Instituto Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede). O trabalho utilizou como base analítica as informações estatísticas fornecidas pelo Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb).

Apesar do cenário positivo inicial, o relatório alerta que o rendimento acadêmico desse público permanece em patamares reduzidos, principalmente nos ciclos avançados. A distância nos índices de proficiência adequada se ampliou no 9º ano fundamental e no 3º ano do ensino médio.

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O grupo da educação especial engloba crianças e adolescentes que apresentam deficiências físicas ou múltiplas, além de estudantes diagnosticados com autismo ou com características de altas habilidades.

Evolução por etapas de ensino

Conforme o documento, no 5º ano do ensino fundamental, a proporção de alunos com deficiência que atingiram notas satisfatórias em língua portuguesa saltou de 20,7% em 2013 para 44,5% em 2023. No mesmo período, o grupo regular passou de 40,9% para 55,9%, reduzindo a lacuna entre as partes.

Em matemática, o panorama também apresentou melhorias. A taxa de estudantes da modalidade especial com desempenho adequado nessa disciplina subiu de 16,9% para 33,9% na mesma década avaliada.

Contudo, nas séries finais, os resultados revelam estagnação ou ampliação das desigualdades. No 3º ano do ensino médio, por exemplo, apenas 3,2% dos alunos especiais obtiveram nota adequada em matemática no ano de 2023.

Exemplos práticos e desafios

Municípios como Gado Bravo, na Paraíba, destacam-se pela criação de coordenações específicas voltadas à inclusão. Com suporte de ledores e transporte adaptado, a cidade conseguiu elevar a participação e o aproveitamento escolar de estudantes surdos e com outras deficiências.

Apesar das iniciativas locais, especialistas apontam barreiras estruturais significativas. A principal delas é a escassez de capacitação adequada para os docentes, somada à falta de infraestrutura física acessível em grande parte das escolas públicas do território nacional.

FONTE/CRÉDITOS: Iara Balduino - Repórter da Agência Brasil

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