A Câmara Municipal aprovou o Projeto de Lei nº 61/2026, que prevê a instalação de lixeiras comunitárias em Juiz de Fora voltadas para o descarte correto de resíduos sólidos e materiais recicláveis. Autoria do vereador Negro Bússola (PV), a medida busca incentivar a coleta seletiva e combater o descarte inadequado de lixo na cidade. O texto agora depende da sanção da Prefeitura para virar lei.
A iniciativa surge como uma resposta prática a problemas recorrentes no município, como o acúmulo de resíduos nas calçadas e o consequente espalhamento de lixo durante períodos de chuvas fortes. Além de mitigar o impacto ambiental, o projeto visa fomentar hábitos mais sustentáveis entre os moradores, promovendo uma gestão de resíduos eficiente e alinhada às políticas de preservação ambiental urbanas.
Especificações técnicas e compartimentação
De acordo com a proposta aprovada, os equipamentos adotados deverão ser do tipo contêiner, com estrutura fixa e grande capacidade de armazenamento. O grande diferencial reside na separação setorizada, projetada para otimizar o trabalho de reciclagem e triagem dos materiais descartados pela população.
As lixeiras contarão com divisões devidamente identificadas para recolhimento diferenciado de materiais. Entre os compartimentos previstos, destacam-se:
- Resíduos orgânicos: voltados ao descarte de restos de alimentos e descartes não recicláveis;
- Materiais recicláveis: voltados a papéis, plásticos e metais;
- Descartes especiais: estruturas separadas para destinação segura de vidros e eletroeletrônicos.
Durabilidade, segurança e combate ao vandalismo
Para garantir a viabilidade operacional a longo prazo, o texto do projeto estabelece normas rígidas quanto aos materiais de fabricação. As estruturas precisam ser construídas com insumos de alta resistência, duráveis e de fácil higienização, capazes de suportar intempéries climáticas e o desgaste do uso contínuo.
A localização e a fixação dos contêineres também foram detalhadas na matéria legislativa. O objetivo é impedir que o lixo seja espalhado pela ação do vento, manipulação indevida ou por animais de rua, garantindo um ambiente mais limpo e sanitário.
Além disso, o projeto especifica que todas as unidades deverão ser afixadas ao solo e contar com sistemas antifurto. Essa exigência busca evitar a remoção não autorizada das lixeiras ou danos ao patrimônio público, assegurando a permanência do benefício nas comunidades atendidas.
Próximos passos e tramitação
Após a aprovação no Poder Legislativo, o Projeto de Lei nº 61/2026 foi encaminhado ao Poder Executivo municipal. Caso receba a sanção da Prefeitura, a legislação entrará em vigor conforme os prazos estipulados, dando início ao planejamento para a confecção e distribuição gradual dos contêineres pela cidade.

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