A Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) iniciou, nesta quarta-feira (28), em Montes Claros, os encontros regionais para a revisão participativa do Plano Plurianual de Ação Governamental (PPAG) para 2027. O principal pleito apresentado durante a audiência foi a garantia de recursos para a continuidade das obras da nova sede do 7º Batalhão de Bombeiros Militares, unidade responsável pelo atendimento de 76 municípios da região Norte.
Em resumo:
- Discussão do PPAG em Montes Claros foca na conclusão da sede do 7º Batalhão de Bombeiros Militares.
- Obra total é estimada em R$ 2,2 milhões, com necessidade de R$ 1,5 milhão adicional.
- Unidade atende 76 municípios e registrou mais de 14 mil ocorrências no último ano.
- Revisão orçamentária também aborda segurança alimentar e agricultura no Norte de Minas.
O major Luiz Paulo Araujo é subcomandante da unidade. Ele destacou que novo aporte no orçamento de 2027 é fundamental. O batalhão opera em um edifício de 60 anos com dois andares. O local é insuficiente para os 302 militares. A limitação física obriga a corporação a improvisar espaços e dificulta a aquisição de novos equipamentos para o serviço operacional.
Investimentos e estrutura do novo batalhão
O custo total da nova sede é estimado em R$ 2,2 milhões. Até o momento, cerca de R$ 730 mil foram destinados via revisão do PPAG para 2026 e estão sendo aplicados na primeira etapa da construção. O desafio agora é assegurar os R$ 1,5 milhão restantes para finalizar o projeto, que será implantado em parte do terreno da sede atual do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), na região central de Montes Claros.
O deputado Ricardo Campos (PT) presidiu a audiência e criticou a demora. Ele buscará emendas para reforçar o caixa. O 7º Batalhão atua de Buenópolis até a divisa com a Bahia. Foram mais de 14 mil ocorrências no ano passado.
Segurança alimentar e desenvolvimento regional
Além da infraestrutura de segurança pública, a revisão do PPAG em Montes Claros abriu espaço para debates sobre segurança alimentar e agricultura alternativa. Aline Silva de Souza, vice-presidente do Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável, defendeu a manutenção de centros de agricultura e a adesão de mais municípios ao Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan), visando dimensionar o combate à miséria na região.
Outro ponto de destaque foi o potencial econômico dos frutos do cerrado. Sarah Alves de Melo Teixeira, representante do Núcleo do Pequi e Frutos do Cerrado, relatou que o apoio financeiro já permitiu a exportação de óleo de pequi para a França e outros frutos para os Emirados Árabes. Ela sugeriu recursos do PPAG para o turismo no Norte de Minas. Também propôs a reforma do Centro de Tradições Geraizeiras.
Cronograma de participação e consulta pública
O processo de discussão orçamentária segue com um novo encontro regional em Almenara, no Vale do Jequitinhonha, previsto para a próxima quinta-feira (5/11). A população pode enviar demandas por consulta pública online no portal da ALMG. O prazo é até 4 de novembro. O objetivo é permitir que a sociedade influencie o planejamento que prevê a execução de 180 programas em 2027.
A etapa final ocorrerá no Parlamento mineiro entre 3 e 5 de novembro. O encerramento será no dia 11 de novembro. O PPAG precisa ser revisado anualmente para se adequar à Lei Orçamentária Anual (LOA). O Norte de Minas deve receber R$ 7,5 bilhões no próximo ano. O montante global do Estado é R$ 164,8 bilhões.
*Com informações oficiais de Assembleia Legislativa de Minas Gerais.
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