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Domingo, 01 de Novembro 2026
Saúde

Anvisa proíbe venda de estetoscópio falsificado após identificar alterações

Agência determinou apreensão e proibição de comercialização de unidades irregulares do modelo Littmann Classic III em todo o país.

Geraldo Gomes
Por Geraldo Gomes
Anvisa proíbe venda de estetoscópio falsificado após identificar alterações
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta quarta-feira (28/10), a apreensão de unidades falsificadas do 3M Estetoscópio Littmann Classic III em todo o país. Além da apreensão dos itens irregulares, a medida restritiva publicada no Diário Oficial da União proíbe formalmente a venda, a distribuição, a divulgação e o uso dos dispositivos falsificados.

Em resumo:

  • Anvisa proibiu a venda, distribuição, divulgação e uso de estetoscópio falsificado
  • Apreensão das unidades irregulares foi determinada nesta quarta-feira (28/10)
  • Produto original é regularizado pela empresa 3M do Brasil Ltda.

O equipamento original possui regularização válida no Brasil sob a responsabilidade da empresa 3M do Brasil Ltda., inscrita no CNPJ de número 45.985.371/0001-08. Os exemplares irregulares e falsificados são fabricados por uma empresa desconhecida. Eles apresentam diversas características divergentes em relação ao produto autêntico comercializado no mercado nacional.

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Diferenças estruturais identificadas pela fabricante

A adulteração dos produtos foi identificada após análise da empresa responsável pela fabricação do item original, que apontou diversas modificações nos dispositivos irregulares. A investigação detalhada permitiu diferenciar visualmente o equipamento legítimo das cópias piratas comercializadas sem autorização dos órgãos competentes.

No estetoscópio autêntico, as informações referentes à marca e ao modelo encontram-se rigorosamente centralizadas no topo da peça. Já o número de série oficial localiza-se no lado inferior direito da peça peitoral, ficando posicionado de maneira adjacente à haste do instrumento médico.

Irregularidades tipográficas nas falsificações

Nos produtos avaliados e considerados falsificados pelas autoridades, a gravação do número de série apresenta posições incorretas. O código numérico encontra-se localizado de maneira muito próxima à marcação oficial do modelo "Littmann Classic III".

Além da localização imprecisa, os itens irregulares utilizam uma fonte tipográfica completamente diferente daquela empregada pela fabricante original. Os caracteres presentes nas cópias falsas também são visivelmente maiores do que os padrões adotados nos produtos autênticos.

Amparo legal e publicação oficial

A medida adotada pela agência reguladora está fundamentada na Resolução 4.228/2026, documento oficial que foi devidamente veiculado nas páginas do Diário Oficial da União (DOU). A ação fiscalizatória busca resguardar os profissionais de saúde e os pacientes. O objetivo é evitar os riscos decorrentes da utilização de equipamentos médicos sem certificação.

Profissionais da área da saúde, clínicas, hospitais e estabelecimentos comerciais devem redobrar a atenção ao adquirir instrumentos médicos e verificar minuciosamente as especificações técnicas descritas. A identificação de lotes com características divergentes relatadas pela Anvisa exige medidas rigorosas. É preciso suspender o uso imediatamente e fazer a denúncia aos canais oficiais.

Como identificar falhas nos dispositivos

A constatação das fraudes ocorreu após auditorias que revelaram divergências estruturais profundas nos lotes investigados. A empresa detentora do registro oficial detalhou as discrepâncias encontradas. O alerta visa avisar consumidores e órgãos competentes sobre os riscos desses materiais piratas.

Especialistas reforçam que a checagem rigorosa dos equipamentos médicos protege diretamente o diagnóstico clínico. A comercialização clandestina desses instrumentos representa uma ameaça direta à segurança dos pacientes. Ela também compromete a confiabilidade dos procedimentos em unidades de saúde brasileiras.

*Com informações oficiais de Anvisa.

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FONTE/CRÉDITOS: Fonte: Anvisa

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Geraldo Gomes

Jornalista, fundador, diretor-presidente e editor-geral da RCWTV, portal de notícias de Juiz de Fora e da Zona da Mata. Começou na TVE, a TV pública de Juiz de Fora, como diretor de imagem, empreendeu com a Gospel Videos e Produções e transformou a...

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