Agricultores familiares de Catuji, no Vale do Mucuri, encontraram uma alternativa para enfrentar a escassez de fertilizantes e o aumento dos preços na região. Com orientação da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), os produtores organizaram uma compra coletiva de oito toneladas de adubos, que já estão sendo distribuídas pela prefeitura para o início da próxima safra.
A ação foi articulada pela Associação dos Agricultores Familiares de Catuji (Afacat), em parceria com a Emater-MG e a Secretaria Municipal de Agricultura. Ao todo, 28 agricultores aderiram à iniciativa, que buscou soluções conjuntas para viabilizar o acesso aos insumos agrícolas.
Segundo o extensionista da Emater-MG, Júlio César Paixão, a compra coletiva surgiu como resposta à dificuldade de encontrar adubos na região. “O comércio local é pequeno, e os agricultores normalmente compram os insumos em Teófilo Otoni. Porém, neste ano, houve escassez e aumento nos preços. Com a união dos produtores, conseguimos acessar novos fornecedores, garantir o produto no tempo certo e reduzir custos com o frete”, explicou.
O cafeicultor Emerson Jardim, um dos participantes, destacou a importância da ação para os pequenos produtores. “A compra coletiva ajudou demais, pois eu não estava achando os adubos para vender. Foi muito bom, saiu mais barato e ainda me poupou tempo, já que a prefeitura faz a entrega na propriedade. Espero que aconteça novamente na próxima época de adubação”, afirmou.
O secretário municipal de Agricultura de Catuji, Silvano Pires da Silva, ressaltou o sucesso da iniciativa e a importância de sua continuidade. “Este ano já fizemos uma compra coletiva de calcário, que deu um ótimo resultado, e agora o projeto dos fertilizantes também foi muito importante. O solo fica mais produtivo e a agricultura se fortalece, gerando mais renda para o município. Acredito que esse projeto será a semente para muitas outras ações desse tipo”, afirmou.
A compra de calcário realizada em maio, que somou 100 toneladas, beneficiou diversos produtores familiares, com até três toneladas distribuídas por propriedade. A Secretaria Municipal de Agricultura garantiu o transporte e a entrega direta nas fazendas. De acordo com a Emater-MG, o calcário foi utilizado principalmente em lavouras de milho, feijão, café, pastagens e fruticultura, contribuindo para o fortalecimento da agricultura local.
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