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Quarta-feira, 20 de Maio 2026
Ciência e Tecnologia

YouTube remove vídeo de fundação do Itamaraty sobre a 'nocividade do uso de máscaras'

Plataforma diz que regras não permitem conteúdos que 'incentivam atividades que possam causar danos físicos graves ou morte'.

Geraldo Gomes
Por Geraldo Gomes
YouTube remove vídeo de fundação do Itamaraty sobre a 'nocividade do uso de máscaras'
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YouTube removeu um vídeo de uma palestra de um seminário da Fundação Alexandre Gusmão (Funag), vinculada ao Itamaraty, sobre "nocividade do uso de máscaras". A plataforma diz, em nota, que não permite conteúdos que "incentivam atividades que possam causar danos físicos ou mortes".

A Funag tem realizado seminários virtuais nos quais aborda com frequência a pandemia de Covid-19. Após o evento, a fundação mantém a transmissão completa no YouTube e faz recortes de vídeos menores.

O material removido fazia parte do seminário virtual "A conjuntura internacional no pós-coronavírus", que aconteceu em 3 de setembro. O YouTube não confirmou a partir de qual data o trecho ficou indisponível.

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Imagem de divulgação do seminário da Funag. — Foto: Reprodução

Imagem de divulgação do seminário da Funag. — Foto: Reprodução

Nele, o palestrante Carlos Ferraz dizia, sem apresentar evidências científicas, que o uso máscaras faz mal à saúde de pessoas saudáveis. Ferraz citou "artigos" e "testes", sem mencionar detalhes, nem os autores.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) orienta que todas as pessoas usem máscaras onde houver transmissão ampla da doença e em situações em que o distanciamento social não é possível, como no transporte público.

 

Palestrante trabalha em ministério

 

No seminário, Carlos Ferraz é apresentado como "professor de filosofia da UFPel cedido para a Secretaria Nacional da Juventude do MMFDH (Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos)". Os outros dois participantes são de sites e blogs conservadores.

Procurado pelo G1, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos – onde Ferraz trabalha – disse que "o servidor expressou sua opinião pessoal, que não necessariamente corresponde ao posicionamento oficial do Ministério" e que ele "não participou do evento como representante oficial do MMFDH".

Embora o YouTube tenha removido o vídeo da palestra de Ferraz, o conteúdo dela segue disponível na plataforma, no vídeo da íntegra do seminário.

As palestras também são distribuídas no site oficial da fundação, com links para os vídeos no YouTube e em formato de podcast, com links para diversas plataformas.

Links para os vídeos do YouTube estão no site oficial da Funag. — Foto: Reprodução

Links para os vídeos do YouTube estão no site oficial da Funag. — Foto: Reprodução

G1 entrou em contato com o Itamaraty e, até a última atualização desta reportagem, não havia obtido resposta.

G1 também procurou o YouTube para saber sobre a remoção do vídeo, veja a resposta da íntegra:

“O YouTube tem políticas claras sobre o tipo de conteúdo que pode estar na plataforma e não permite vídeos que incentivam atividades que possam causar danos físicos graves ou morte. Se o proprietário de um canal achar que teve um conteúdo removido erroneamente pela plataforma, é possível contestar a decisão até 30 dias após a emissão do alerta ou aviso. Além disso, qualquer usuário que acredite ter encontrado um conteúdo no YouTube em desacordo com nossas regras pode fazer uma denúncia e nossa equipe fará a análise do material.”

Veja a íntegra do posicionamento do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos:

"Informamos que o servidor Carlos Adriano Ferraz expressou sua opinião pessoal, que não necessariamente corresponde ao posicionamento oficial do Ministério.Ressaltamos, ainda, que o servidor não participou do evento como representante oficial do MMFDH."

 
FONTE/CRÉDITOS: Por Alessandro Feitosa Jr e Geovanna Gravia, G1 e TV Globo
Geraldo Gomes

Publicado por:

Geraldo Gomes

Fundador, diretor e presidente do Portal de notícias RCWTV. Trabalhou na TVE, TV pública de Juiz de Fora, como diretor de imagem, e depois empreendeu no ramo de eventos evangélicos com a empresa Gospel Videos. Mais tarde fundou a RCWTV, inicialmente...

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