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Segunda-feira, 15 de Junho 2026
Economia

Vibra Energia se junta ao programa de subvenção para reduzir preço do diesel

A operadora de postos Vibra anunciou que em abril passará a integrar o programa federal que visa conter a elevação do custo do diesel.

Redação RCWTV
Por Redação RCWTV
Vibra Energia se junta ao programa de subvenção para reduzir preço do diesel
© Arquivo/Agência Brasil
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A Vibra Energia, que opera postos de combustíveis ainda identificados com a marca Petrobras, comunicou que em abril se associará ao programa de subsídio para o óleo diesel, instituído pelo governo federal com o objetivo de frear o aumento de preço deste derivado de petróleo.

A incorporação da Vibra, responsável por aproximadamente 8 mil postos de combustível em território nacional, confere maior alcance ao programa, que foi inaugurado em 12 de março. Inicialmente, as três maiores redes revendedoras haviam optado por não participar. Além da Vibra, a Raízen (postos Shell) e a Ipiranga também haviam recusado a subvenção.

Em comunicado oficial, a Vibra declarou que está examinando os pormenores técnicos e mantendo um diálogo constante com o governo e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a agência reguladora do setor. O objetivo é "esclarecer e ajustar pontos cruciais para que, em um momento futuro, a solicitação da subvenção ocorra em total conformidade com seus princípios de governança e eficiência logística".

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A companhia reforçou seu "apoio a iniciativas que promovam a estabilidade do mercado interno, buscando mitigar os efeitos sobre o consumidor final e os setores produtivos do país".

A antiga BR Distribuidora

A Vibra é a entidade que emergiu da privatização da antiga subsidiária da Petrobras, a BR Distribuidora, um processo iniciado em 2019 e finalizado em 2021. A Vibra possui o direito de utilizar a marca Petrobras em seus estabelecimentos de revenda até o ano de 2029.

As informações mais recentes divulgadas pela ANP indicam que a Vibra detém a liderança no mercado de óleo diesel no Brasil, com uma participação de 21,24%. Logo em seguida, aparecem a Ipiranga, com 17,72%, e a Raízen, com 17,34%.

Detalhes da subvenção

O programa de subsídios foi lançado originalmente em 12 de março, oferecendo um valor de R$ 0,32 por litro para produtores e importadores de diesel que comercializassem o combustível por um preço inferior ao estabelecido na tabela de referência da ANP.

Em 6 de abril, o governo expandiu o benefício, adicionando R$ 1,20 por litro para a importação de diesel. Neste cenário, os estados compartilhariam os custos da medida com a União. O auxílio está previsto para durar inicialmente dois meses, com um montante potencial de até R$ 4 bilhões.

Adicionalmente, foi anunciada uma subvenção extra de R$ 0,80 por litro para o diesel produzido internamente no Brasil, com um custo estimado de R$ 3 bilhões mensais.

Em ambas as modalidades, as empresas beneficiadas deverão repassar a redução de preço para o consumidor final.

A ANP mantém uma tabela atualizada com os preços de referência para o óleo diesel, servindo como parâmetro para monitorar os valores praticados pelas empresas que recebem o subsídio.

Para os importadores, por exemplo, o preço de venda permitido varia entre R$ 5,51 e R$ 5,75, dependendo da localidade no país.

A última atualização da ANP revela que nove empresas, incluindo importadores, revendedores e produtores, já aderiram ao programa. Entre elas estão a Petrobras e a Refinaria de Mataripe, localizada na Bahia, que é a segunda maior do país, superada apenas pela Refinaria de Paulínia, em São Paulo, pertencente à Petrobras.

Impacto do conflito no Oriente Médio

O aumento nos preços dos derivados de petróleo, em especial do óleo diesel, foi diretamente influenciado pelo conflito na região do Oriente Médio. Em 28 de fevereiro, os Estados Unidos e Israel iniciaram uma série de ações militares contra o Irã.

Dado que a região é um polo produtor de petróleo e abriga rotas logísticas cruciais, como o Estreito de Ormuz, controlado pelo Irã, a cadeia de suprimentos global foi afetada, resultando na redução da oferta de petróleo e, consequentemente, na elevação do preço do barril.

No Brasil, o impacto foi sentido primeiramente no diesel, visto que 30% do consumo nacional é suprido pelo mercado internacional.

Indicador oficial de inflação

A elevação nos preços dos combustíveis foi refletida no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o principal indicador da inflação oficial do país, divulgado nesta sexta-feira (10).

A inflação registrada em março foi de 0,88%, impulsionada significativamente pelo setor de transportes. Os combustíveis apresentaram um aumento de 4,47%. A gasolina, que havia subido 0,61% em fevereiro, teve um acréscimo de 4,59% em março. Já o diesel, que apresentou uma variação de 0,23% em fevereiro, disparou para 13,90% em março.

FONTE/CRÉDITOS: Bruno de Freitas Moura - Repórter da Agência Brasil

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