Transportadores de todo o país têm intensificado o movimento de greve contra as mudanças na Lei dos Caminhoneiros feitas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o presidente do Sindtanque-MG, Irani Gomes, a adesão à manifestação tem crescido significativamente, atingindo diversos estados.
"A insatisfação entre os transportadores é geral, pois as mudanças na Lei dos Caminhoneiros são bastante prejudiciais às empresas transportadoras e aos motoristas", diz
Para ele, as alterações deverão causar um impacto bilionário no transporte de combustíveis, agropecuário e de bens de consumo, além de prejudicar muito aos motoristas.
"Se as medidas não forem revistas, os preços do frete vão disparar no país e inviabilizar o transporte de cargas, pois o Brasil não tem infraestrutura para cumprir as novas exigências de descanso. Com isso, os motoristas também deverão passar mais tempo nas estradas, longe de suas famílias", critica o dirigente sindical.
Transportadores voltam a se reunir com o Governo Federal
O setor encontra-se em "estado de greve" desde o início de julho, em protesto contra as alterações em dispositivos da Lei dos Caminhoneiros que tratam da jornada de trabalho, descanso e fracionamento de intervalo (ADI 5322), feitas pelo STF em 30 de junho.
No último dia 27 de julho, o presidente do Sindtanque-MG e dirigentes de outras entidades representativas dos transportadores do país foram recebidos novamente na Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, em Brasília (DF), para tratar do assunto (foto), desta vez pelo chefe de gabinete da Secretaria, Sérgio Alberto Dias da Silva.
No início do mês passado, a comitiva já havia sido recebida pelo Governo Federal em reuniões na Presidência da República, Ministério do Trabalho, Ministério dos Transportes e na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), nas quais foram debatidos os impactos negativos que a ADI deverá causar ao setor e aos motoristas.
"Agora, com o fim do recesso no Judiciário e no Congresso, esperamos que as negociações avancem e as mudanças na Lei dos Caminhoneiros sejam revistas. Caso contrário, não teremos alternativa, vamos paralisar as atividades do transporte rodoviário de cargas em todo o país", alerta Irani.
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