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Política

Sindicatos cobram votação da PEC da escala 6x1 antes das eleições

Entidades prometem panfletagens e protestos de rua contra decisão de Davi Alcolumbre de adiar apreciação do texto no Senado.

Redação RCWTV
Por Redação RCWTV
Sindicatos cobram votação da PEC da escala 6x1 antes das eleições
© Paulo Pinto/Agência Brasil
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As principais centrais sindicais do Brasil iniciaram uma mobilização nacional para pressionar os senadores a votarem a PEC que extingue a escala 6x1 antes do primeiro turno das eleições de 2026. A reação ocorreu após o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, decidir adiar a apreciação da matéria para o período pós-eleitoral.

A proposta de emenda à Constituição (PEC 221 de 2019) estabelece o fim do regime de seis dias de trabalho por um de descanso e reduz a jornada semanal para 40 horas. Dirigentes sindicais temem que adiar o debate permita que parlamentares votem contra o texto sem sofrer desgastes nas urnas.

Estratégia de pressão nos estados

O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Sérgio Nobre, afirmou que o adiamento atende a pressões do setor empresarial. Segundo ele, os sindicatos vão intensificar panfletagens em centros comerciais e convocar protestos de rua para cobrar o posicionamento de cada senador em sua base eleitoral.

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A estratégia foi definida em reunião do Fórum das Centrais Sindicais. As entidades aprovaram solicitar uma audiência oficial com Davi Alcolumbre para defender a antecipação da votação e denunciar publicamente os parlamentares contrários à medida.

Repercussão do adiamento

O presidente da Força Sindical, Miguel Torres, criticou o adiamento e lembrou que mais de 70% da população é favorável à proposta. Ele alertou que postergar a votação pode fazer a tramitação retornar à estaca zero.

A alteração da jornada também é defendida pela Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB) e pela União Geral dos Trabalhadores (UGT), que destacam os benefícios da medida para a saúde mental e a qualidade de vida da população. O texto já foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) com apenas quatro votos contrários.

Contraponto do setor patronal

Por outro lado, entidades patronais apoiam o adiamento. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) argumenta que mudanças constitucionais de grande impacto exigem análise técnica rigorosa e ambiente de previsibilidade, longe da pressão do calendário eleitoral.

FONTE/CRÉDITOS: Lucas Pordeus León - Repórter da Agência Brasil

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