Na noite de sábado, 12, um homem, 32, teria matado um casal e seus dois filhos em Ceilândia, no Distrito Federal, atirado em quatro pessoas e trocado tiros com militares ao fugir do cerco policial, em Cocalzinho de Goiás. Segundo o tenente Álvaro Mota, da Polícia Militar do Distrito Federal, o suspeito ainda colocou fogo em uma casa durante a fuga.
Identificado como Lázaro Barbosa de Sousa, ele ainda não foi localizado. A PM está usando helicópteros e cães farejadores na busca, além do apoio das Polícias Civil e Federal.
Ainda segundo a polícia, o suspeito teria reagido com 15 disparos de arma de fogo na direção da equipe durante uma abordagem e empreendido fuga para dentro de uma mata próxima. Ele está armado com um revólver calibre .32, além de outras armas e munições furtadas das fazendas que entrou.
Na região, existem 17 lotes de fazendas, todos ocupados por forças policiais para garantir a segurança da população e encontrar o suspeito.
Família assassinada
Na ação criminosa mais recente, no sábado, as vítimas foram o empresário Cláudio Vidal, 48, e os filhos dele, Gustavo e Carlos Eduardo Vidal, 21 e 15. Eles foram encontrados por bombeiros em um dos quartos da residência.
A esposa do empresário e mãe de Gustavo e Carlos Eduardo foi sequestrada e morta em seguida. O corpo de Cleonice Marques de Andrade, 43, estava em uma mata próxima à casa da família e foi encontrado no sábado (12).
A Polícia Civil do DF encontrou pelo menos dois esconderijos onde Lázaro Barbosa se escondia para cometer crimes na região.
Crimes em série
Lázaro é condenado por um homicídio na Bahia, e também era procurado por crimes de roubo, estupro e porte ilegal de arma de fogo no DF e em chácaras do estado de Goiás. Segundo a polícia, ele morou no Sol Nascente, no Distrito Federal, e em Águas Lindas de Goiás, no Entorno. Ele também já entrou em uma fazenda na zona rural de Cocalzinho e baleou um morador. Em seguida, fugiu para outra propriedade a 700 metros de distância e atirou em mais três pessoas que estavam acampadas no local.
Uma propriedade invadida pelo suspeito pertence a um soldado da Polícia Militar. No local, ele fez o caseiro de refém. "Quebrou tudo na propriedade, bebeu e fumou maconha. Obrigou o caseiro a fumar também", diz uma nota da PM-DF.
Em 8 março de 2018, o suspeito da chacina da família Vidal chegou a ser preso pelo Grupo de Investigações de Homicídios de Águas Lindas, mas fugiu do presídio quatro meses depois, no dia 23 de julho. Desde então, Lázaro estava foragido.
Em 26 de abril deste ano, ele teria invadido uma casa, no Sol Nascente. "Ele arrombou a porta da casa, trancou pai e filho no quarto e levou a mulher para o matagal, onde estuprou a vítima", diz a polícia.
Em 17 de maio deste ano, segundo a polícia, ele fez uma família refém na mesma região onde houve o triplo homicídio, também ameaçando as vítimas com faca e arma de fogo. Nesse crime, ele mandou as pessoas ficarem nuas e, das 19h até meia-noite, ele prendeu os homens no quarto e as mulheres "ficaram servindo jantar para ele", segundo a Polícia Civil.
Na quinta-feira (9), um dia após o triplo homicídio, segundo a Polícia Militar do DF, Lázaro roubou uma chácara perto da região onde praticou a chacina. Ele teria rendido o caseiro, o dono da chácara e a filha dele.
