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Quinta-feira, 09 de Julho 2026
Brasil/Mundo

Rodoviários do Rio e patrões se reúnem em nova audiência para discutir reajuste salarial e evitar greve

A categoria busca um acordo no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região, após rejeitar proposta patronal e manter o estado de greve.

Redação RCWTV
Por Redação RCWTV
Rodoviários do Rio e patrões se reúnem em nova audiência para discutir reajuste salarial e evitar greve
© Tânia Rêgo/Agência Brasil
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Os rodoviários do Rio de Janeiro terão uma nova audiência de conciliação com os patrões na próxima segunda-feira, dia 13, no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT1). O objetivo principal é definir os termos de um reajuste salarial e de benefícios, buscando evitar a deflagração de uma nova greve que impactaria diretamente o transporte público carioca.

A reunião anterior, marcada para esta quarta-feira (8), foi adiada pelo TRT-RJ para permitir que as partes chegassem a um consenso prévio. A categoria permanece em estado de greve, após rejeitar a proposta patronal de aumentar o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 4,39% para 4,5%.

As reivindicações da categoria

Inicialmente, os rodoviários propuseram um piso salarial de R$ 5 mil para motoristas de articulados, como os do BRT, e de R$ 4 mil para os demais profissionais. O reajuste salarial pleiteado era de 17%, parcelado em duas vezes (8% em julho e 8,5% em novembro), visando repor perdas inflacionárias passadas.

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Em assembleia realizada na terça-feira (7), a categoria demonstrou flexibilidade, reduzindo a demanda de reajuste para 12%, também dividido em duas parcelas. Além do aumento salarial, os trabalhadores reivindicam um tíquete alimentação no valor de R$ 1 mil.

O histórico da paralisação

A greve dos rodoviários teve início em 29 de junho, com pautas que incluíam, além do reajuste salarial, a ampliação de benefícios e o pagamento do intervalo para refeição como hora extraordinária.

A paralisação causou um verdadeiro caos na rotina dos cariocas, com muitos trabalhadores enfrentando dificuldades para chegar aos seus empregos ou chegando com atrasos significativos. Os sistemas de transporte alternativos, como metrô e trens, não foram suficientes para suprir a demanda dos ônibus urbanos.

No dia 2 deste mês, em nova assembleia, os rodoviários decidiram suspender o movimento, mas optaram por manter o estado de greve. Essa decisão foi tomada enquanto aguardam a evolução das negociações entre o Tribunal Regional do Trabalho, os patrões e o sindicato da categoria.

Em comunicado, o Rio Ônibus informou que as negociações continuam em andamento, com a expectativa de que um acordo seja alcançado. A empresa espera que a situação seja resolvida de forma definitiva, afastando a possibilidade de uma nova paralisação que tanto prejudicaria a população.

FONTE/CRÉDITOS: Douglas Corrêa - Repórter da Agência Brasil

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