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Quinta-feira, 06 de Agosto 2026
Saúde

Rio concentra um terço dos casos de exercício ilegal da medicina no país

Alerta da SBCP-RJ destaca riscos de procedimentos estéticos sem habilitação técnica e reforça a importância de denunciar irregularidades.

Redação RCWTV
Por Redação RCWTV
Rio concentra um terço dos casos de exercício ilegal da medicina no país
© Marcelo Camargo/Agência Brasil
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O Estado do Rio de Janeiro registrou 937 ocorrências de exercício ilegal da medicina entre 2012 e 2023, concentrando quase um terço das notificações do país, segundo o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Polícia Civil. Os dados apontam um avanço preocupante de pessoas sem habilitação executando procedimentos estéticos invasivos na região.

Apresentado pela regional da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP-RJ) durante a 45ª Jornada Carioca de Cirurgia Plástica, o balanço indica que o total de vítimas pode ser ainda superior. A subnotificação ocorre principalmente pelo medo, constrangimento das vítimas ou desconhecimento sobre como registrar a denúncia.

A entidade ressalta que intervenções estéticas invasivas demandam qualificação técnica específica, incluindo avaliação clínica detalhada, domínio anatômico, planejamento de anestesia e preparo para contornar complicações graves.

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A prática conduzida por pessoas não qualificadas eleva drasticamente as chances de infecções, deformidades irreversíveis, perda de funções corporais e óbitos. Além disso, clínicas de estética e consultórios comuns não possuem a estrutura hospitalar ou os equipamentos de suporte à vida indispensáveis para conter emergências médicas.

Orientações para denúncias e segurança

Para mitigar os riscos, a SBCP-RJ orienta a população a consultar previamente os conselhos de medicina e o cadastro da própria sociedade para confirmar se o profissional possui registro ativo e formação adequada.

Já os profissionais médicos que prestarem socorro a vítimas de procedimentos clandestinos devem reportar as ocorrências ao CFM por meio da Plataforma Medicina Segura, fortalecendo a fiscalização contra condutas irregulares.

FONTE/CRÉDITOS: Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil

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