O boi bombeiro passa a ser formalmente integrado às estratégias de combate ao fogo com o Projeto de Lei 2973/26, que reconhece a pecuária sustentável no Pantanal como ferramenta de relevância ambiental.
A iniciativa estabelece a Política Nacional de Segurança Ambiental e Produtiva do bioma.
Com a nova regra, o pastoreio exercido pelos animais atua diretamente na diminuição de biomassa seca, material altamente inflamável nas planícies alagadas.
A medida assegura ainda segurança jurídica aos produtores da região, impedindo limitações que ignorem a relevância histórica da atividade pecuária local.
As fazendas precisarão implementar ferramentas de rastreio para rebanhos bovinos e bubalinos.
Também será obrigatório o uso de sensoriamento remoto e cadastros unificados para controle das áreas.
Para barrar o fogo, o texto estimula o manejo natural dos campos, a formação de equipes particulares de combate a incêndios, acesso a crédito facilitado e cooperação científica.
O deputado José Medeiros (PL-MT), autor do texto, aponta que a ausência de animais resulta no acúmulo de vegetação seca e eleva a ameaça de chamas descontroladas.
Ele menciona levantamentos da Embrapa que qualificam o gado como um agente de proteção ambiental.
Segundo o parlamentar, o produtor rural garante a vigilância necessária contra o abandono das terras.
O projeto segue em análise conclusiva pelas comissões da Câmara dos Deputados antes de seguir para o Senado.
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