A Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV) do Rio de Janeiro efetuou, nesta terça-feira (10), a prisão de um professor universitário. Ele é acusado de cometer abusos sexuais contra quatro menores, além de produzir e manter em posse vídeos e fotografias dos atos. O docente de direito foi localizado e detido em sua residência, situada no bairro do Grajaú, na zona norte da capital fluminense.
As apurações indicaram que o indivíduo explorava a precariedade financeira de famílias em situação de vulnerabilidade social. Essas famílias recebiam suporte de um projeto de assistência jurídica no qual ele atuava. O acusado se valia da confiança estabelecida por sua posição de advogado para aliciar crianças e adolescentes.
No decorrer das diligências realizadas nesta terça-feira, os policiais localizaram substâncias entorpecentes na residência do suspeito, as quais serão alvo de investigação complementar. Os agentes da DCAV cumpriram um mandado de prisão temporária, expedido por crimes de estupro de vulnerável e produção e posse de pornografia infantil.
Conforme informado pela corporação, a investigação foi deflagrada após o recebimento de dados de organismos internacionais. Tais informações indicavam a criação e a guarda de imagens de pornografia infantil em dispositivos eletrônicos relacionados ao indivíduo.
“Mediante um exaustivo trabalho investigativo, que incluiu cruzamento de dados e análise de inteligência, os agentes da DCAV conseguiram identificar duas vítimas, de 10 e 14 anos, ambas residentes de comunidades do Rio. Há, ainda, indícios da existência de outras possíveis vítimas”, declarou a polícia.
Dinâmica dos crimes
A apuração detalha que o detido, além de advogado, é professor universitário de Direito Penal e exercia suas funções no Núcleo de Prática Jurídica da instituição de ensino. Essa atuação lhe proporcionava contato direto com famílias em condições de vulnerabilidade social e econômica, que eram assistidas pelo grupo.
Foi nesse cenário que ele se aproveitava para aliciar as crianças e adolescentes que faziam parte do projeto.
“Para atrair e manter a proximidade com as vítimas, ele oferecia pequenos agrados, como lanches e alimentos, construindo um ambiente de aparente informalidade e confiança”, descreveu a corporação.
Conforme relatado pelos agentes, as vítimas eram levadas à residência do agressor, onde os abusos sexuais ocorriam e eram registrados por meio de vídeos e fotografias. Nestes materiais, o próprio homem surge de maneira clara, interagindo com as crianças e adolescentes durante a prática dos atos.

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