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Sexta-feira, 05 de Junho 2026
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Prefeitura do Rio busca inspiração em Nova York para nova força municipal armada

Chefe da Polícia de Nova York, Michael J. LiPetri, apresentou modelos de monitoramento remoto e ciência de dados como essenciais para a segurança pública, servindo de referência para a futura Força Municipal do Rio.

Redação RCWTV
Por Redação RCWTV
Prefeitura do Rio busca inspiração em Nova York para nova força municipal armada
© Fernando Frazão/Agência Brasil
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Durante uma visita ao Rio de Janeiro nesta quinta-feira (26), Michael J. LiPetri, chefe de Departamento da Polícia da Cidade de Nova York, ressaltou a importância do monitoramento remoto e da ciência de dados para a segurança pública. A prefeitura do Rio de Janeiro vê a cidade americana como um exemplo a ser seguido na estruturação da nova Força Municipal, uma divisão armada de elite da Guarda Municipal com previsão de início de operações em março.

LiPrieti esteve na Central de Inteligência, Vigilância e Tecnologia em Apoio à Segurança Pública (CIVITAS Rio), onde compartilhou experiências com o prefeito Eduardo Paes.

“Em Nova York, damos prioridade à colaboração entre nossos melhores cientistas de dados e os comandantes policiais. Eles são capazes de mapear a cidade e antecipar padrões de criminalidade”, declarou LiPetri.

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Ele explicou que a análise de dados permitiu identificar os horários e dias da semana com maior incidência de violência, como as noites de sexta, sábado e domingo. “Em decorrência disso, a maioria dos policiais tem folga nesses dias. É nesses períodos que concentramos o maior efetivo nas ruas, o que resultou no ano mais seguro da história da cidade no ano passado”, exemplificou.

Análise de dados

A prefeitura do Rio informou que a principal referência em Nova York é o CompStat, uma ferramenta desenvolvida nos anos 1990 para gestão estratégica baseada na análise de dados e indicadores de segurança.

O novo Sistema de Segurança Municipal (SSM) focará em 22 áreas prioritárias de monitoramento. A meta é identificar as regiões com maior incidência criminal, realizar reuniões semanais para avaliar resultados, analisar dados, otimizar a alocação de efetivo por horário e tipo de crime, e priorizar a prevenção e a responsabilização direta dos comandantes.

Breno Carnevale, secretário de Segurança Urbana do Rio, destacou que o combate a furtos e roubos, crimes que mais afetam o cotidiano da população, será o foco principal da Força Municipal. A intenção é que ela atue de forma complementar, sem interferir nas atribuições investigativas da Polícia Civil ou nas operações da Polícia Militar.

Os agentes estarão equipados com câmeras corporais e GPS em tempo real, com monitoramento direto no Centro de Operações da Prefeitura. O prefeito Eduardo Paes ressaltou que a atuação da Força Municipal se distinguirá pelo planejamento, gestão baseada em indicadores e pela capacidade de ajustar estratégias rapidamente.

“Foram mais de 500 horas de treinamento, abrangendo aspectos teóricos, operacionais e o uso do sistema operacional e das câmeras corporais. Incluímos treinamento de tiro, saque de arma e todas as atividades de uma academia de polícia, para que os agentes estejam mais preparados ao irem para as ruas”, explicou Carnevale.

Uma das preocupações levantadas é sobre a capacidade de diálogo e colaboração efetiva entre as forças de segurança municipais e estaduais, considerando o histórico de divergências entre os líderes dessas esferas de poder.

“A integração com a Polícia Militar e a Secretaria de Segurança do Estado já está em andamento. Trabalharemos em conjunto. Nossas forças sempre atuaram de forma integrada, independentemente do cenário político. Há um caminho sereno sendo traçado nesse sentido”, assegurou o prefeito.

Desde a aprovação da criação da Força Municipal, o novo modelo de segurança da prefeitura tem enfrentado críticas e resistência. Vereadoras como Mônica Cunha (PSOL) e Maíra do MST (PT) expressaram preocupação de que uma nova força armada nas ruas possa gerar o efeito oposto, aumentando a insegurança para a população. Elas apontam que grupos sociais como camelôs e professores já são vítimas de violência por parte de guardas municipais e que sua vulnerabilidade poderá ser ainda maior.

FONTE/CRÉDITOS: Rafael Cardoso - Repórter da Agência Brasil

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