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Quinta-feira, 04 de Junho 2026
Brasil/Mundo

Polícia Federal prende ex-presidente do Rioprevidência em nova fase de operação

Investigação apura que o Rioprevidência teria aportado cerca de R$ 970 milhões em instituição financeira entre 2023 e 2024.

Redação RCWTV
Por Redação RCWTV
Polícia Federal prende ex-presidente do Rioprevidência em nova fase de operação
© Tânia Rêgo/Agência Brasil
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A Polícia Federal (PF) efetuou, nesta terça-feira (3), a prisão de Deivis Marcon Antunes, ex-presidente do Rioprevidência. A detenção ocorreu como parte da segunda fase da Operação Barco de Papel, que investiga supostos delitos contra o sistema financeiro, envolvendo a administração de recursos do Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro. Outros dois mandados de prisão temporária foram expedidos, mas não foram cumpridos, com a PF informando que os indivíduos estão foragidos.

A PF detalhou que Antunes foi levado inicialmente à Delegacia de Polícia Federal em Volta Redonda. Posteriormente, ele será encaminhado à Superintendência da PF no Rio de Janeiro para prestar depoimento e, após os trâmites judiciários, será integrado ao sistema prisional estadual, ficando à disposição da Justiça.

A captura de Antunes foi realizada no município de Itatiaia (RJ), contando com o suporte da Delegacia Especial da PF no Aeroporto Internacional de Guarulhos (DEAIN) e da Polícia Rodoviária Federal.

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Antunes havia renunciado ao cargo no final de janeiro. Em 23 de janeiro, sua residência já havia sido alvo de uma operação de busca e apreensão conduzida pela Polícia Federal.

Banco Master

A Operação Barco de Papel investiga supostas irregularidades na compra de letras financeiras emitidas pelo Banco Master, instituição que foi recentemente liquidada pelo Banco Central. De acordo com a PF, entre novembro de 2023 e julho de 2024, o Rioprevidência teria aplicado cerca de R$ 970 milhões nessa entidade financeira.

As ordens de prisão foram expedidas pelo Juízo da 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, que justificou a medida pela existência de risco concreto de destruição de provas e obstrução das investigações, caso os envolvidos permanecessem em liberdade.

Os mandados foram cumpridos em endereços associados aos investigados, localizados no Rio de Janeiro e em Santa Catarina, conforme informações da PF. A 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro decretou as medidas com base em indícios de obstrução e ocultação de provas.

Após a execução do mandado de busca e apreensão no apartamento do principal investigado, ocorrida em 23 de janeiro, a Polícia Federal constatou movimentações consideradas suspeitas, como a retirada de documentos do imóvel, a manipulação de provas digitais e a transferência de dois veículos de luxo para terceiros.

FONTE/CRÉDITOS: Agência Brasil

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