A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) prendeu, nesta quinta-feira (7), dois homens, de 31 e 47 anos, suspeitos de integrarem uma organização criminosa envolvida com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. As prisões ocorreram na zona rural de Rodeiro e Divinésia, na Zona da Mata, durante a segunda fase de uma operação que tem como alvo um grupo comandado por um homem de 58 anos, já preso no sistema prisional.
Segundo a PCMG, os investigados atuavam para ocultar o patrimônio obtido de forma ilícita, com o objetivo de evitar bloqueios e ações da Justiça. Na ação, também foi cumprido um mandado de prisão contra o líder da quadrilha, além de cinco mandados de busca e apreensão. Foram recolhidos cerca de R$ 20 mil em espécie, cheques, dois veículos e documentos relacionados a imóveis, automóveis e movimentações bancárias, considerados indícios de lavagem de capitais.
Esquema usava terceiros para transações formais
As investigações apontam que a quadrilha utilizava pessoas de fora do núcleo principal para legitimar transações no mercado formal. A Polícia Civil também solicitou medidas cautelares para o sequestro de aproximadamente 80 cabeças de gado ligadas aos suspeitos. O delegado Giovane Dantas destacou que, além das prisões, a estratégia é enfraquecer financeiramente o grupo. “A constrição patrimonial representa um importante instrumento para o enfraquecimento da estrutura criminosa, impedindo que os investigados sigam financiando atividades ilícitas por meio de terceiros”, afirmou.
Primeira fase prendeu líder foragido há nove anos
A primeira fase da operação foi deflagrada em abril deste ano e resultou na prisão do chefe da organização criminosa em Juiz de Fora. O investigado, de 58 anos, estava foragido havia cerca de nove anos e usava documentos falsos, incluindo a identidade de uma pessoa já falecida. Ele foi localizado no bairro Encosta do Sol após ação conjunta das Delegacias Regionais de Ubá e Juiz de Fora, com apoio da Polícia Militar.
Na ocasião, foram apreendidos bens e documentos que indicam um esquema de lavagem de dinheiro superior a R$ 1 milhão. As investigações apontaram que, mesmo preso, o líder continuava comandando o tráfico de drogas na região de Ubá, com apoio de outros membros da quadrilha. O filho do investigado, considerado um dos criminosos mais perigosos de Goiás, também está preso, acusado de envolvimento em lavagem de dinheiro e fraudes com cartões de programas sociais.
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