A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) apreendeu 62 celulares sem comprovação de origem nesta semana, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Três mandados de busca foram cumpridos durante a ação, que faz parte das investigações contra uma organização criminosa suspeita de envolvimento em furto, estelionato e receptação de aparelhos de alto valor. Um homem de 25 anos foi preso em flagrante.
De acordo com a 1ª Delegacia de Polícia Civil Barreiro, que conduz as apurações há cerca de dois meses, o grupo atuava principalmente em grandes eventos musicais e esportivos. Há indícios de que parte dos aparelhos tenha origem em crimes cometidos em outros estados e até em contrabando internacional.
Além dos celulares, também foram apreendidos um tablet, três notebooks, quatro smartwatches, cinco máquinas de cartão, 32 cartões bancários e diversos acessórios. Até o momento, sete vítimas já foram identificadas, incluindo uma residente na Alemanha.
Entre os celulares recuperados, alguns já foram devolvidos. A bióloga Laura Cristina, vítima de furto em um evento em agosto, recebeu o aparelho um dia após a operação. A estudante Isabela Resende, que teve o celular furtado em um ônibus na última semana, também recuperou o dispositivo após registrar boletim de ocorrência com o número de IMEI.
O suspeito preso foi autuado em flagrante por receptação qualificada pelo exercício de atividade comercial e encaminhado ao sistema prisional. Segundo a delegada Marcela Nogueira Macedo, responsável pelo caso, o investigado ostentava vida de luxo nas redes sociais, incluindo viagens internacionais, apesar de ter recebido auxílio emergencial durante a pandemia.
As apurações indicam ainda que, após a receptação, os criminosos tentavam contato com as vítimas para desbloquear os aparelhos e obter acesso a contas bancárias. As investigações seguem para identificar a origem de todos os bens apreendidos e localizar outros envolvidos.
Ação Tá Entregue
A operação integra a ação Tá Entregue, iniciativa da PCMG voltada ao enfrentamento qualificado de crimes patrimoniais envolvendo celulares. O programa busca reprimir as práticas criminosas, recuperar aparelhos e devolver os bens às vítimas.
A Polícia Civil reforça a importância do registro de boletim de ocorrência, especialmente com o número de IMEI do celular, para aumentar as chances de recuperação. Os materiais apreendidos seguem em análise e as vítimas identificadas serão notificadas para restituição dos aparelhos.
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