A quinta fase da Operação Hefesto foi realizada na manhã desta terça-feira, 17, em cinco pontos diferentes de Juiz de Fora. A ação reuniu as forças de segurança do município com a intenção de reprimir a receptação de materiais furtados, em ferros-velhos, e também constatar se os estabelecimentos estão regularizados em conformidade com a lei nos bairros Ladeira, Manoel Honório e Progresso. A Operação contou com homens e mulheres da Guarda Municipal, Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros e Agentes de Fiscalização da Prefeitura.
Após a realização das fiscalizações foram emitidos nove Autos de Infração, sendo três por falta de Alvará de Localização, dois por obstrução de via pública, três por falta de cadastro para comercialização de cobre e um por falta de cobertura para guarda de material comercializado. Também foram emitidos quatro Autos de Notificação para orientações quanto à Lei 14.391/2022, sobre o Cadastro de Cobre para o estabelecimento. Um dos ferros-velhos não apresentou nenhuma irregularidade.
O supervisor da Guarda Municipal, agente Dolavale, abordou a importância deste tipo de Operação. “A cidade ganha porque a tendência deste tipo de furto é diminuir. São furtos que geram grande prejuízo à população, pois através desses furtos bairros ficam sem energia, a água deixa de chegar na casa das pessoas, a internet acaba não chegando também. Justamente por causa desses pequenos furtos que acabam desembocando nos ferro-velhos”.
O subtenente Silveira, da Polícia Militar, também reforçou o quanto este tipo de ação é benéfica para o município. “Com essa fiscalização nos ferros-velhos estamos tentando trazer mais segurança para a população, evitando os pequenos e grandes furtos, que vêm ocorrendo, e acabando com essas interceptações que são um grande problema no nosso meio. A cidade ganha com a retirada desses materiais que não vão ser produtivos, e a cidade também mantém afastada os pequenos delitos, que agora vão diminuir”.
Operação Hefesto V
A Operação Hefesto V é uma força tarefa que busca combater o crime de receptação e inibir a prática de furto de cabos elétricos, tampos metálicos e demais materiais que vêm chamando a atenção das autoridades locais. Esses itens acabam em depósitos e ferros velhos, alvos da ação conjunta.
Devido ao valor comercial, os materiais metálicos dispostos em equipamentos públicos e até privados passaram a ser fonte preferencial de ataques. O que causa, além de danos materiais, sérios prejuízos aos serviços públicos e à vida da população. Serviços essenciais como abastecimento de água, luz, internet e até a mobilidade urbana são interrompidos e, os custos de manutenção acabam saindo dos cofres públicos.
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