O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) anunciou nesta terça-feira (11) que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), referência para a correção de salários, acumulou uma inflação de 4,11% nos últimos 12 meses. Em abril, o indicador registrou um aumento de 0,81%.
A principal força motriz por trás dessa elevação em abril foi o grupo de alimentação e bebidas, que apresentou uma alta de 1,37%. Esse segmento contribuiu com 0,34 ponto percentual para o INPC. Já os itens não alimentícios tiveram um encarecimento médio de 0,63%.
Impacto no reajuste de salários
O INPC desempenha um papel crucial na vida econômica dos brasileiros. Seu acumulado de 12 meses serve como base para o cálculo do reajuste anual de salários em diversas categorias profissionais.
Exemplificando sua relevância, o salário mínimo tem seu valor ajustado considerando o INPC de novembro. Da mesma forma, o seguro-desemprego, o teto do INSS e os benefícios de quem ganha acima do piso nacional são corrigidos pelo INPC acumulado até dezembro.
Paralelamente ao INPC, o IBGE também informou sobre a inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Este índice encerrou abril com alta de 0,67%, totalizando 4,39% no acumulado dos últimos 12 meses. Esse patamar permanece dentro da meta governamental, que estabelece um limite de até 4,5%.
Diferenças entre INPC e IPCA
É fundamental compreender a distinção entre esses dois importantes indicadores. O INPC foca na medição da inflação para famílias cuja renda varia de um a cinco salários mínimos. Por outro lado, o IPCA abrange um espectro mais amplo, calculando o índice para lares com rendimentos entre um e 40 salários mínimos.
Atualmente, o valor do salário mínimo é de R$ 1.621.
O IBGE aplica metodologias de ponderação distintas para os grupos de preços investigados em cada índice. No INPC, por exemplo, o grupo de alimentos representa aproximadamente 25% do índice, uma proporção maior do que no IPCA (cerca de 21%). Isso se justifica pelo fato de que famílias de menor renda destinam uma parcela maior de seus gastos à alimentação.
Consequentemente, itens como passagens aéreas possuem um peso inferior na composição do INPC em comparação com o IPCA.
Segundo o próprio IBGE, o propósito central da apuração do INPC é “a correção do poder de compra dos salários, por meio da mensuração das variações de preços da cesta de consumo da população assalariada com mais baixo rendimento”.
A coleta de preços para a composição desses índices é realizada em diversas regiões metropolitanas do Brasil, incluindo Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre. Além disso, a pesquisa abrange cidades como Brasília, Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju.
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