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Justiça

MP bloqueia bens de médicos investigados por desvio de dinheiro da saúde em Leopoldina

Operação Onipresença III mira anestesistas suspeitos de manipular escalas, fraudar documentos e desviar recursos do SUS na Zona da Mata

Henrique Salvato
Por Henrique Salvato
MP bloqueia bens de médicos investigados por desvio de dinheiro da saúde em Leopoldina
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Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) realizou nesta segunda-feira (9) a terceira fase da Operação Onipresença, que investiga um suposto esquema de desvio de dinheiro público da saúde em Leopoldina, na Zona da Mata mineira.

Durante a ação, foram cumpridos quatro mandados de constrição e indisponibilidade de bens contra médicos investigados por organização criminosa e fraude envolvendo recursos do Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo o MPMG, quatro médicos anestesistas são acusados de integrar um grupo responsável por manipular escalas médicas, realizar cirurgias simultâneas ou sequenciais e agendar procedimentos eletivos durante plantões do SUS.

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Mandados foram cumpridos em duas cidades

Os mandados judiciais foram cumpridos nos municípios de Leopoldina e Além Paraíba, também na Zona da Mata.

De acordo com as investigações, as irregularidades teriam ocorrido em serviços prestados na Casa de Caridade Leopoldinense e no Hospital São Salvador, unidades conveniadas ao SUS e responsáveis por atendimentos da rede regional de urgência e emergência.

A operação foi conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com apoio da Coordenadoria Regional das Promotorias de Justiça de Defesa da Saúde e da Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde de Leopoldina.

Investigações apontam fraudes e manipulação de documentos

Conforme o Gaeco, os investigados teriam adotado diversas estratégias para manter o esquema, incluindo combinação de versões entre envolvidos, falsificação de documentos e manipulação de registros médicos.

As apurações também indicam fraudes em escalas hospitalares, ocultação de erros médicos e emissão de atestados falsos para justificar ausências em plantões.

Em um dos episódios citados nas investigações, uma das médicas investigadas chegou a ser chamada de “rainha dos atestados”, devido ao uso recorrente de documentos médicos para justificar faltas.

O Ministério Público também aponta que parte das condutas investigadas teria colocado em risco a saúde e a vida de pacientes atendidos pelo SUS nas unidades hospitalares envolvidas.

Justiça determina afastamento de médicos do SUS

A Justiça recebeu a denúncia apresentada pelo MPMG e determinou uma série de medidas cautelares.

Entre elas estão:

  • Bloqueio de bens dos investigados

  • Compartilhamento das provas com o Conselho Federal de Medicina e o Conselho Regional de Medicina

  • Comunicação à Gerência Regional de Saúde

  • Afastamento dos médicos denunciados de hospitais conveniados ao SUS

A medida busca garantir o andamento das investigações e evitar interferência no processo.

Investigação continua

O Ministério Público de Minas Gerais informou que as investigações continuam em andamento e que não está descartado o envolvimento de outras pessoas no esquema investigado.

O processo criminal pode ser consultado por interessados mediante solicitação à Vara Criminal da comarca de Leopoldina, conforme determinação judicial.

 

 
 
 
 

 

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Henrique Salvato

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