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Onze anos após o rompimento da Barragem de Fundão, em Mariana, na região Central de Minas Gerais, o Ministério Público de Minas Gerais(MPMG) participou de dois atos em memória das vítimas da maior tragédia socioambiental do país. As homenagens ocorreram nesta sexta-feira, 6 de novembro, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e nessa quinta-feira, 5, no distrito de Bento Rodrigues, destruído pela enxurrada de rejeitos liberada com o rompimento da estrutura da Samarco em 2015.
Em resumo:
- Atos na Assembleia Legislativa e em Bento Rodrigues marcam os 11 anos do rompimento da Barragem de Fundão.
- Membros do Ministério Público de Minas Gerais participaram das homenagens e apresentaram ações de reparação.
- Onze anos após o rompimento da Barragem de Fundão, em Mariana, na região Central de Minas Gerais, o Ministério Público de Minas Gerais participou de dois atos em memória das vítimas da tragédia socioambiental.
Na ALMG, o procurador de Justiça Leonardo Castro Maia, coordenador do Núcleo de Acompanhamento de Reparações por Desastres (Nucard), e a promotora de Justiça Shirley Machado Ribeiro, coordenadora adjunta, participaram das atividades institucionais. O evento foi solicitado pelo Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e reuniu atingidos de várias regiões, como Rio Doce, Paraopeba, Congonhas, Itatiaiuçu, Vale do Jequitinhonha e Antônio Pereira.
Atividades e caminhada em Bento Rodrigues
Moradores e familiares participaram da programação no distrito destruído. Houve celebração religiosa e caminhada pelas ruínas de Bento Rodrigues. Os participantes carregavam cruzes com os nomes das 19 vítimas fatais. Também levavam faixas contra novos desastres na mineração.
Membros do MPMG informaram sobre a atuação da instituição. Explicaram as ações desde o rompimento de Fundão até o momento atual. O procurador Leonardo Castro Maia destacou a importância dos encontros. Eles servem para prestar contas e mostrar avanços na reparação.
Preservação da memória e atuação contínua
A promotora Shirley Machado ressaltou a data para a memória coletiva. Ela destacou a busca contínua por justiça e reparação integral. A programação envolveu momentos de reflexão contra o esquecimento da tragédia. Houve solidariedade à comunidade e compartilhamento de soluções.
Desde 5 de novembro de 2015, o MPMG atua na defesa dos atingidos. Acompanha reparação, indenizações, reassentamentos e recuperação ambiental. Ao longo dos anos, a instituição tem trabalhado para garantir a participação das comunidades nos processos de tomada de decisão e o cumprimento das obrigações pelas empresas responsáveis, de forma articulada com outros órgãos do sistema de Justiça.
Garantia de direitos e participação social
Ao longo desses anos, a instituição tem trabalhado para garantir a participação ativa das comunidades nos processos de tomada de decisão. O objetivo é assegurar que as obrigações assumidas pelas empresas responsáveis sejam efetivamente cumpridas em benefício dos afetados.
Toda essa atuação ocorre de forma articulada com o sistema de Justiça. Envolve também outros órgãos públicos na reparação dos danos.
O aniversário do rompimento reforça a lembrança das vítimas. Assegura que a reparação integral avence de forma efetiva e transparente.
*Com informações oficiais de Ministério Público de MG (MPMG).
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