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Sexta-feira, 06 de Novembro 2026
Educação

Escolas de ensino especial ganham trégua contra fechamento em Minas

Secretaria de Educação suspende mudanças em unidades de Belo Horizonte e comunidade cobra maior participação nas decisões sobre o futuro dos alunos.

Geraldo Gomes
Por Geraldo Gomes
Escolas de ensino especial ganham trégua contra fechamento em Minas
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Duas escolas estaduais de ensino especial emBelo HorizonteReceberam uma nova trégua da Secretaria de Estado de Educação (SEE) e não terão as matrículas suspensas nem mudanças no atendimento em 2027. A decisão beneficia as instituições Dona Argentina Vianna Castelo Branco e Pestalozzi, que há anos lidam com o temor de fechamento ou fusão decorrente do avanço da política de inclusão nas redes regulares de ensino.

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Em resumo:

  • Escolas estaduais Dona Argentina Vianna Castelo Branco e Pestalozzi não terão matrículas suspensas em 2027.
  • Deputada Beatriz Cerqueira sugeriu que colegiados deliberem sobre demandas e autonomia das instituições.
  • Duas instituições de ensino voltadas para o atendimento especializado em Belo Horizonte receberam uma nova trégua da Secretaria de Estado de Educação (SEE) e não terão as matrículas suspensas nem alterações no atendimento previstas para 2027.

A informação foi anunciada pela deputada Beatriz Cerqueira (PT), presidenta da Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), durante visitas realizadas às duas unidades de ensino. Para a parlamentar, o recuo do Estado traz fôlego importante. Isso fortalece a resistência das comunidades escolares. O objetivo é manter os serviços prestados.

Autonomia dos colegiados e histórico de esvaziamento

Durante as agendas nas instituições, a deputada Sugeriu que os colegiados das escolas Dona Argentina Vianna Castelo Branco e Pestalozzi deliberem sobre as demandas locais e formalizem à SEE o desejo de permanecerem independentes. A parlamentar lembrou que a Constituição Federal assegura a gestão democrática da educação, conferindo poder deliberativo aos colegiados para reivindicar alterações estruturais e pedagógicas.

O cenário atual de redução de vagas é reflexo da aplicação da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, iniciada em 2010. Com a diretriz de direcionar crianças com deficiência para escolas regulares, unidades tradicionais viram suas salas esvaziarem progressivamente ao longo dos anos.

A Escola Pestalozzi possui 92 anos de fundação. Ela já atendeu cerca de 700 alunos. Atualmente, a unidade conta com apenas 18 estudantes do ensino médio. A Escola Dona Argentina tem mais de 60 anos. O atendimento caiu de 320 para 24 alunos. Eles estão distribuídos entre o ensino fundamental e médio.

Limitações de atendimento e impacto na comunidade

Atualmente restritas a turmas do Ensino de Jovens e Adultos (EJA), as duas instituições estão impedidas de receber crianças das séries iniciais e adolescentes. Familiares e professores criticaram a restrição. Escolas regulares não oferecem suporte técnico e acessibilidade. O público são alunos com deficiência mental de suporte elevado.

As comunidades enfrentam o desmantelamento de oficinas pedagógicas e profissionalizantes. As opções estão restritas. Restam apenas artesanato, horta, música, teatro e dança. Relatos apontam impacto negativo no desligamento de alunos formados. Há falta de alternativas para socialização e desenvolvimento. Isso reforça a mobilização contra fusões ou encerramentos.

Desafios após a formação e críticas ao posicionamento do Estado

O encerramento das atividades e o limite de permanência nas oficinas após a formatura geram angústia entre familiares. Irmãos e pais relataram falta de alternativas após o desligamento. Eles destacam o impacto na socialização e identidade. As unidades proporcionam o convívio humano necessário.

Para pais ouvidos pela parlamentar, a postura da gestão estadual demonstra o intuito de se abster do atendimento às pessoas com deficiência. A deputada Apontou que a desativação de prédios atende interesses imobiliários. As áreas são privilegiadas. Ela reforçou a necessidade de combater a invisibilidade das instituições.

*Com informações oficiais de Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

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FONTE/CRÉDITOS: Fonte: Assembleia Legislativa de Minas Gerais

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Jornalista, fundador, diretor-presidente e editor-geral da RCWTV, portal de notícias de Juiz de Fora e da Zona da Mata. Começou na TVE, a TV pública de Juiz de Fora, como diretor de imagem, empreendeu com a Gospel Videos e Produções e transformou a...

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