Acidentes decorrentes de mergulhos em locais de baixa profundidade continuam sendo uma das maiores preocupações das autoridades de saúde em Minas Gerais. O Hospital João XXIII (HJXXIII), integrante da Rede Fhemig, registra anualmente um fluxo contínuo de pacientes vítimas de traumatismos na coluna cervical e cranianos. Essas ocorrências, comuns em rios, lagoas e cachoeiras, resultam frequentemente em sequelas permanentes, como a perda de movimentos e da capacidade respiratória espontânea.
De acordo com o gerente médico do Complexo Hospitalar de Urgência, Rodrigo Muzzi, o perigo no estado é agravado pela turbidez das águas. A presença de minério de ferro no solo impede que o banhista visualize o fundo, escondendo pedras, troncos ou bancos de areia. O impacto da cabeça contra essas estruturas submersas pode causar o comprometimento imediato da medula espinhal, levando à paraplegia ou tetraplegia.
Perfil das vítimas e comportamento de risco
Dados estatísticos da unidade revelam um padrão preocupante: 80% dos pacientes atendidos com lesões raquimedulares são homens jovens. Deste total, metade possui no máximo 29 anos. O levantamento indica uma maior tendência desse grupo a comportamentos de risco, muitas vezes potencializados pela ingestão de bebidas alcoólicas, que reduzem a coordenação motora e a percepção de perigo.
A recomendação médica é enfática: nunca mergulhar de cabeça em locais onde a profundidade seja desconhecida. Especialistas orientam que, em caso de acidente, a vítima deve ser retirada da água com o pescoço e a cabeça rigorosamente alinhados para evitar o agravamento da lesão, acionando o socorro especializado imediatamente.
Relato de superação em Almenara
Um caso recente que ilustra o perigo e a importância do atendimento rápido é o do empresário Dielson Soares, de 33 anos. Durante um domingo de lazer em Almenara, no Norte de Minas, ele mergulhou em um rio e atingiu um banco de areia. Ao ser resgatado pela família, Soares já não sentia os membros.
Encaminhado ao HJXXIII, ele passou por uma cirurgia de urgência na coluna cervical após o diagnóstico de uma fratura grave entre as vértebras C4 e C5. Embora a recuperação de tais lesões costume ser lenta ou parcial, Dielson apresentou uma evolução atípica. Três meses após o procedimento, o paciente já caminhava sem auxílio de muletas. Médicos ressaltam que o tempo entre o acidente e a cirurgia foi fator determinante para o sucesso do tratamento.
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