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Segunda-feira, 25 de Maio 2026
Economia

Manifestantes na Avenida Paulista clamam pelo fim da escala 6x1

Acordo entre governo e Câmara propõe transição para nova jornada; texto é avaliado por deputados em comissão especial

Redação RCWTV
Por Redação RCWTV
Manifestantes na Avenida Paulista clamam pelo fim da escala 6x1
© Guilherme Jeronymo/Agência Brasil
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Na noite desta terça-feira (25), a Avenida Paulista foi palco de uma manifestação organizada por sindicatos e movimentos sociais, que clamam pelo fim da escala 6x1 e a diminuição da jornada de trabalho semanal. O ato ocorre em meio à análise de um acordo no Congresso, que propõe uma transição para as novas regras.

Entre as principais reivindicações, destaca-se a extinção da escala 6x1, um regime que concede ao trabalhador apenas um dia de folga por semana. Paralelamente, os manifestantes exigem a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem qualquer prejuízo salarial.

Lideranças presentes nos discursos ressaltaram a importância de garantir mais tempo para que os trabalhadores possam dedicar-se à família, ao lazer e aos estudos, elementos cruciais para a qualidade de vida e desenvolvimento pessoal.

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Acordo no Congresso e período de transição

Mais cedo, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), havia anunciado um entendimento entre o governo e a Casa Legislativa. O acordo prevê um período de 60 dias para o fim da escala 6x1 após a promulgação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC), marcando o início da transição.

Segundo o que foi estabelecido, os trabalhadores teriam dois dias de folga por semana já no começo dessa transição. Além disso, a jornada de trabalho seria reduzida de 44 para 42 horas semanais dentro do mesmo prazo. Atualmente, o texto está sob análise da Comissão Especial da Câmara, com a possibilidade de ser votado ainda hoje.

Contudo, na Avenida Paulista, os manifestantes expressaram críticas ao período de transição proposto para a extinção da escala. Eles também cobraram a implementação de medidas mais eficazes de apoio às mulheres e a redução das disparidades de gênero, abordando, por exemplo, a questão da jornada não remunerada do trabalho doméstico.

O protesto contou com a adesão de membros do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), ampliando o coro das reivindicações.

A Polícia Militar acompanhou de perto a manifestação. Com o crescente número de participantes, algumas vias da região foram bloqueadas para o tráfego de veículos, visando garantir a segurança e a fluidez do evento.

FONTE/CRÉDITOS: Guilherme Jeronymo - Repórter da Agência Brasil

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