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Quarta-feira, 15 de Julho 2026
Economia

Setor de serviços recua 0,4% em maio, com transportes como principal entrave

Dados da Pesquisa Mensal de Serviços revelam desaceleração no acumulado de 12 meses, que fecha em 2,6%.

Redação RCWTV
Por Redação RCWTV
Setor de serviços recua 0,4% em maio, com transportes como principal entrave
© Fernando Frazão/Agência Brasil
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A Pesquisa Mensal de Serviços, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (15), revelou uma retração de 0,4% no setor de serviços em maio, com o segmento de transportes sendo o principal vetor dessa queda. Este resultado, que engloba atividades como turismo, restaurantes, salões de beleza e tecnologia da informação, ficou abaixo das expectativas do mercado.

A Secretaria da Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda apontou que o desempenho mensal ficou aquém das previsões de mercado, que variavam entre -0,3% e 0,6%, com uma mediana de 0,0%.

Em uma análise interanual, o setor apresentou um crescimento de 0,4% em relação a maio do ano anterior. No acumulado de janeiro a maio, a expansão foi de 1,9% na comparação com o mesmo período de 2025.

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Contudo, o volume de serviços no acumulado de 12 meses registrou uma alta de 2,6%. Esse dado sinaliza uma desaceleração no ritmo de expansão, considerando que em abril o crescimento acumulado era de 2,9%.

Apesar da retração mensal, o setor de serviços permanece 19,6% acima do patamar pré-pandemia de Covid-19, registrado em fevereiro de 2020. Ainda assim, está 0,5% abaixo do seu pico histórico, alcançado em outubro de 2025. A série histórica da pesquisa do IBGE remonta a janeiro de 2011.

O comportamento do setor nos últimos meses, comparado ao mês imediatamente anterior, foi o seguinte:

  • Maio: -0,4%
  • Abril: 1,1%
  • Março: -0,9%
  • Fevereiro: 0,1%
  • Janeiro: 0%

Freio nos transportes

O IBGE detalhou que, entre os cinco grandes grupos de atividades analisados pela pesquisa, dois registraram queda na transição de abril para maio.

  • Serviços prestados às famílias: 0,2%
  • Serviços de informação e comunicação: 0%
  • Serviços profissionais, administrativos e complementares: 2%
  • Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio: -1%
  • Outros serviços: -1,9%

A retração no segmento de transportes foi o principal fator para o declínio geral do setor de serviços em maio, dada a sua representatividade de um terço (33,67%) no cálculo da pesquisa.

Segundo Rodrigo Lobo, analista responsável pela pesquisa, a queda se deveu à “menor receita das empresas de transporte aéreo de passageiros, transporte rodoviário de carga e de logística”.

Especificamente em maio de 2026, o volume de transporte de passageiros apresentou um recuo de 1,3% em relação ao mês anterior, enquanto o transporte de cargas registrou uma variação negativa de 0,2%.

Lobo também ressaltou um ponto positivo: os serviços prestados às famílias atingiram seu maior patamar desde dezembro de 2014. Ele atribui esse desempenho a variáveis econômicas favoráveis, como o baixo desemprego, a elevação da massa de rendimentos e o controle do nível de preços.

Índice de atividades turísticas

A Pesquisa Mensal de Serviços também divulgou o Índice de Atividades Turísticas (Iatur), que apresentou uma retração de 0,4% em maio, comparado ao mês anterior. No entanto, em termos de acumulado de 12 meses, o Iatur mostra uma expansão de 1,7%.

Mesmo com a queda mensal, as atividades turísticas permanecem 10,8% acima do nível pré-pandemia de Covid-19. Todavia, ainda estão 2,5% abaixo do seu recorde histórico, registrado em dezembro de 2024.

O Iatur é composto por 22 das 166 atividades de serviços analisadas na pesquisa, todas diretamente ligadas ao turismo, incluindo segmentos como hotelaria, agências de viagens, serviços de bufê e transporte aéreo de passageiros.

Os dados do Iatur são detalhados para 17 unidades da federação: Ceará, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás, Distrito Federal, Amazonas, Pará, Mato Grosso, Alagoas e Rio Grande do Norte.

FONTE/CRÉDITOS: Bruno de Freitas Moura - Repórter da Agência Brasil - Rio de Janeiro

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