Juiz de Fora recebeu nesta segunda-feira (13/07) a etapa regional do Projeto Gira Minas, iniciativa voltada ao fortalecimento da participação social, articulação de movimentos sociais e formulação de políticas públicas para a população LGBTQIA+. Realizado no Mercado Cultural AICE, o evento teve como tema central “A LGBTfobia tem preço: os impactos econômicos da exclusão e da discriminação”.
O encontro reuniu gestores públicos, representantes de universidades, lideranças locais e movimentos sociais de toda a Zona da Mata Mineira.
Exclusão gera prejuízos sociais e econômicos
A programação contou com a participação de Symmy Larrat, secretária nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+ do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. Em sua apresentação, a secretária detalhou como a discriminação e o preconceito barram o acesso à educação, dificultam a inserção no mercado formal de trabalho e geram impactos financeiros negativos tanto para os indivíduos quanto para o desenvolvimento econômico do país.
Para o secretário especial de Direitos Humanos de Juiz de Fora, Biel Rocha, sediar o evento consolida a trajetória do município no acolhimento à diversidade:
“Esses avanços são resultado da participação social e do trabalho conjunto entre governo e sociedade”, destacou o secretário.
O Gira Minas é realizado pelo Centro de Luta pela Livre Orientação Sexual e Identidade de Gênero de Minas Gerais (Cellos-MG) e pelo Coletivo Diversidade Muriaé, com apoio da prefeitura local e de conselhos de direitos humanos.
Juiz de Fora apresenta ações pioneiras à Secretaria Nacional
Antes dos debates, a comitiva federal visitou a sede da Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH) para conhecer políticas públicas municipais que servem de modelo no estado. Representantes de movimentos como a Associação de Travestis, Transgêneros e Transexuais de Juiz de Fora (Astra-JF), o coletivo Mães pela Liberdade e membros da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) participaram da reunião de trabalho.
Entre as principais iniciativas desenvolvidas no município, destacam-se:
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Segurança Jurídica: Criação do projeto "Meu Nome, Minha Identidade", que presta orientação jurídica gratuita para retificação de prenome e gênero, além da lei municipal que assegura o uso do nome social em órgãos públicos.
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Empregabilidade: Realização da Semana Municipal de Visibilidade, Empregabilidade e Capacitação de Travestis e Pessoas Trans.
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Esporte e Cultura: Realização da Copa PJF de Futsal Trans, iniciativa inédita de incentivo à prática esportiva para homens e mulheres trans.
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Estrutura: Formulação do Plano Municipal de Direitos LGBTQIA+ e andamento dos trabalhos para a futura instalação do Centro de Referência de Proteção e Defesa de Direitos da população local.
FAQ
O que é o Projeto Gira Minas?
É um circuito de encontros regionais que percorre o estado de Minas Gerais com o objetivo de ouvir demandas da sociedade civil, promover o diálogo com prefeituras e propor ações integradas de proteção e cidadania para pessoas LGBTQIA+.
Quais serviços de apoio jurídico a Prefeitura de Juiz de Fora oferece para a população trans?
Por meio de parcerias institucionais, o município oferece o projeto "Meu Nome, Minha Identidade", que ajuda gratuitamente no passo a passo cartorário e na obtenção de documentos para a retificação oficial de nome e gênero.
Onde obter mais informações sobre as ações de direitos humanos do município?
Interessados em conhecer os projetos, participar de conselhos municipais ou solicitar orientações de cidadania podem procurar a Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH) ou os canais oficiais de atendimento da Prefeitura de Juiz de Fora.

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