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Política

Guia das eleições de 2026 traz dicas para orientar a escolha dos candidatos

Especialistas indicam a análise de propostas, histórico partidário e financiamento de campanha para garantir uma decisão responsável no pleito.

Redação RCWTV
Por Redação RCWTV
Guia das eleições de 2026 traz dicas para orientar a escolha dos candidatos
© Marcelo Camargo/Agência Brasil
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Nas eleições de 2026, marcadas para o dia 4 de outubro em todo o Brasil, milhões de brasileiros voltam às urnas com a missão de escolher novos representantes para o Executivo e o Legislativo. Para ajudar os eleitores a votarem de forma consciente e fundamentada, especialistas apontam estratégias essenciais que auxiliam na análise crítica das propostas e do histórico dos concorrentes.

A poucas semanas do pleito, muitos cidadãos continuam indecisos. A análise do cenário revela que debates sobre propostas frequentemente perdem espaço para polêmicas. Diante disso, compreender o próprio perfil e entender os reais impactos de cada candidatura na sociedade tornam-se passos fundamentais para evitar armadilhas e discursos genéricos.

1) Avalie o seu perfil e suas prioridades

O primeiro passo antes de checar currículos é refletir sobre sua própria realidade socioeconômica. Cidadãos devem questionar a qual grupo pertencem, quais ideologias defendem e quais demandas o Poder Público precisa priorizar em suas rotinas.

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As decisões políticas envolvem escolhas distributivas que nem sempre agradam a todos. Um empresário e um trabalhador assalariado podem avaliar propostas de formas opostas, como no debate sobre o fim da escala 6x1. Da mesma forma, pautas femininas exigem atenção, já que as mulheres representam 53% do eleitorado, mas ainda possuem baixa representatividade no Congresso Nacional.

Segundo o cientista político João Feres Júnior, da UERJ, reconhecer os próprios interesses econômicos e sociais é crucial. Ele ressalta que muitos eleitores enfrentam dificuldades para identificar suas prioridades pela falta de informações de qualidade sobre boas práticas políticas na mídia tradicional.

2) Entenda as atribuições de cada cargo

Conhecer os limites legais dos cargos evita frustrações e falsas promessas. Um candidato ao Poder Legislativo que promete construir hospitais ou pavimentar ruas comete um desvio, pois a execução de obras cabe exclusivamente ao Poder Executivo.

A socióloga Débora Messemberg, da UnB, pondera que parlamentares possuem poder sobre a destinação do Orçamento da União e emendas, mas não executam políticas públicas. Candidatos que prometem obras diretas demonstram desconhecimento ou má-fé.

Atribuições resumidas por cargo:

  • Presidente e Governadores: Administram o Poder Executivo, gerenciam o orçamento, nomeiam secretários ou ministros e coordenam serviços essenciais.
  • Deputados e Senadores: Criam e alteram leis, fiscalizam o Executivo e definem a destinação de verbas orçamentárias.

3) Ações e histórico valem mais que discursos

Analisar o financiamento de campanha, o apoio de grandes corporações e o comportamento passado do candidato revela mais sobre suas intenções do que discursos bem ensaiados. Consultas a doadores e declarações de bens podem ser feitas diretamente no sistema do TSE.

O professor Francisco Uribam Xavier de Holanda, da UFC, alerta que a maioria dos discursos é moldada por pesquisas eleitorais. Para ele, verificar se um político em exercício realmente cumpriu promessas anteriores ajuda a diferenciar compromissos reais de discursos vazios.

4) Importância do alinhamento partidário

No sistema político brasileiro, a atuação individual está vinculada às diretrizes da legenda. Em votações decisivas, a orientação de bancada costuma prevalecer sobre as posições pessoais dos parlamentares.

A cientista política Naiara Sandi, da UFPA, recomenda observar o histórico de votações do partido, suas pautas tradicionais e as coligações firmadas. Um candidato eleito pode votar de acordo com a orientação da sigla, mesmo que contrarie promessas individuais.

5) Cuidado com os puxadores de voto

No sistema proporcional, usado para eleger deputados e vereadores, vagas são distribuídas conforme o quociente eleitoral. Candidatos extremamente populares acumulam votos que ajudam a eleger outros integrantes da mesma nominata partidária, mesmo os pouco votados.

O cientista político Rodrigo Stumpf González, da UFRGS, orienta verificar a lista completa do partido antes de votar em uma figura famosa, prevenindo a eleição indireta de nomes indesejados pelo eleitor.

6) Regras para o dia da votação

No dia do pleito, é permitido levar a tradicional colinha em papel. Contudo, é expressamente proibido entrar na cabine de votação com celulares, câmeras ou aparelhos que possam registrar o voto, visando garantir o sigilo e combater o aliciamento.

Manifestações individuais e silenciosas com broches ou camisetas são permitidas, mas abordagens ou manifestações coletivas são vetadas. Trabalhadores têm direito de se ausentar do serviço para votar, e pessoas com deficiência ou idosos possuem prioridades previstas por lei.

FONTE/CRÉDITOS: Alex Rodrigues - Repórter da Agência Brasil

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