Durante esta semana, quatro encontros proporcionaram a aproximação entre moças e rapazes vinculados ao Programa Jovem Aprendiz e a atividade em segurança pública realizada pela Guarda Municipal. Ao todo, 51 jovens acompanharam palestra sobre o setor da Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) responsável por apoiar ações da administração, proteger bens, serviços e instalações, resguardar a integridade física de servidores e da população por meio da presença cidadã no espaço público.
Os jovens foram apresentados a uma gama de ações e empenhos que vão do patrulhamento preventivo em praças e serviços de urgência e emergência da área de saúde, a atividades de proteção ambiental, socorro, apoio comunitário e social, envolvimento em campanhas, projetos em escolas, atividades de resgate da cidadania para segmentos estigmatizados da sociedade, atendimento e encaminhamento de demandas diversas, entre outros.
Criada em 2008, a Guarda Municipal de Juiz de Fora vem buscando se consolidar como uma instituição moderna, cujos princípios mínimos estão em preservar a vida, com base nos direitos humanos, na legalidade, para o exercício da cidadania e das liberdades públicas.
Os jovens aprendizes conheceram também um pouco da história da Guarda, como ela foi instituída, com exigência de concurso público e frequência em extenso curso de formação que, além de disciplinas práticas, trouxe a abordagem de conteúdos como ética, relações humanas, espaço público, atividade sociopedagógicas, legislação, socorrismo, Defesa Civil. Uma formação em segurança pública com vistas à atuação comunitária.
Para a secretária de Segurança Urbana e Cidadania, Letícia Paiva Delgado, que esteve em contato com os jovens, a possibilidade de apresentar a Guarda para novos públicos está em pleno acordo com o propósito de aproximação entre a instituição e a população dentro do modelo de segurança cidadã defendido pela atual gestão da pasta. “A Guarda existe para pacificar conflitos; não para o contrário. A função da presença da Guarda é evitar que algo ruim aconteça onde ela estiver. E isso se dá pela relação de confiança, pela interação com a comunidade”.
“O guarda, como um agente uniformizado, é um representante do estado, e o estado existe para proteger as pessoas. Por isso, acreditamos na segurança cidadã, aquela em que a sociedade tem no direito à segurança, a condição essencial para o exercício de todos os seus demais direitos. É para isso que trabalhamos. Para que todas as pessoas possam viver suas vidas com paz e dignidade”, afirmou.
Dois projetos em execução pela Sesuc e pela Guarda atestam os expedientes preventivo e humanizador das ações desenvolvidas. O “Nossa Escola: Segurança, Cidadania e Cultura de Paz”, está possibilitando a valorização do espaço da escola como um local de crescimento e de formação de pessoas, a partir de atividades socioculturais e do incentivo ao protagonismo. Da mesma forma, a construção de uma cultura de paz aposta na ressocialização de pessoas, temporariamente, privadas de liberdade. O projeto “Integra” atua junto ao sistema prisional, promovendo experiências de cidadania, contato com serviços públicos e equipamentos culturais, orientação para o acesso a direitos, estabelecendo relação com o ambiente urbano e seus espaços, valorização de suas habilidades e capacitação profissional.
