O líder do governo na Câmara dos Deputados, Paulo Pimenta (PT-RS), anunciou a retirada da urgência constitucional do Projeto de Lei 1838/26, que aborda a escala e a jornada de trabalho. A medida, formalizada com um requerimento entregue ao presidente da Câmara, Hugo Motta, visa a destravar a pauta do Plenário, permitindo que o governo avance na regulamentação da proposta sem a pressão do rito de urgência.
Pimenta esclareceu que, com a formalização do requerimento e seu encaminhamento ao presidente Motta, o tema não será debatido na reunião do Plenário. “O pedido de urgência foi retirado, e a pauta não está mais trancada. Já houve um diálogo e foi formalizado o requerimento, e já o encaminhei ao presidente Motta. Portanto, esse tema não entrará na reunião de hoje do Plenário”, afirmou o líder.
Debate sobre o frete rodoviário
Em outro ponto da agenda legislativa, Paulo Pimenta abordou a Medida Provisória 1343/26, que trata do valor mínimo para o frete rodoviário. Ele informou o cancelamento da reunião onde seria apresentado o relatório, sendo vice-presidente do colegiado responsável pela matéria.
A decisão de cancelar a reunião deve-se à inclusão de temas alheios à proposta original pelo relator, deputado Zé Trovão (PL-SC). Pimenta citou a inserção de “jabutis” no parecer, como a anistia a presos do 8 de janeiro e o cancelamento de multas de caminhoneiros por excesso de carga. “É uma árvore de jabutis. O prazo é 16 de julho, e até lá tem tempo suficiente para votar a matéria”, criticou o líder.
Análise de projeto sobre receitas do petróleo
Adicionalmente, o líder governista mencionou a análise da possibilidade de retirar a tramitação do Projeto de Lei Complementar 114/26. Este PLP autoriza o governo a utilizar receitas extraordinárias do setor de petróleo para compensar a redução de impostos federais, como PIS/Cofins, sobre gasolina e etanol.
A medida foi inicialmente proposta para mitigar os impactos da guerra entre os Estados Unidos e o Irã. Contudo, diante da perspectiva de um acordo entre os dois países, o governo avalia a conveniência de prosseguir com a tramitação.
Paulo Pimenta, que é o autor do PLP, declarou que aguardará a assinatura do acordo antes de tomar uma decisão final sobre a retirada ou manutenção do texto no processo legislativo.

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