O Governo de Minas Gerais anunciou, nesta quinta-feira (28), em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, a destinação de R$ 2 bilhões em crédito para financiar a safra 2025/2026 do agronegócio no estado. O valor, disponibilizado pelo Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), é o maior já oferecido pela instituição e representa um crescimento de 40% em relação à última safra, quando foram liberados R$ 1,4 bilhão.
Durante o anúncio, o governador Romeu Zema destacou a importância do agronegócio para a economia mineira. Segundo ele, em 2024, pela primeira vez, o estado exportou mais produtos do setor do que da mineração. “O agro é a atividade que mais tem se destacado no crescimento da minha gestão e merece todo apoio. Ainda temos terras pouco produtivas que, com tecnologia e capital, podem produzir muito mais”, afirmou.
Zema também ressaltou o papel do BDMG no fortalecimento do setor. “Uma das limitações existentes, em Minas e no Brasil, é o acesso ao crédito. Esses R$ 2 bilhões vão fortalecer essa atividade que tem sido o carro-chefe do crescimento da economia mineira”, disse.
De acordo com a Fundação João Pinheiro (FJP), o agronegócio representa 22% do Produto Interno Bruto (PIB) de Minas Gerais. Apenas no primeiro semestre de 2025, metade de todos os financiamentos realizados pelo BDMG foi direcionada ao setor.
Para a safra 2025/2026, o BDMG disponibilizará R$ 614 milhões em sete linhas de crédito do Plano Safra, quase três vezes mais que os R$ 228 milhões oferecidos no ciclo anterior. De forma inédita, o banco atuará também com recursos do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), voltados para investimentos como compra de máquinas, recuperação de pastagens e construção ou reforma de instalações.
Outras linhas permitirão financiar armazéns para grãos, modernização das propriedades, inovação tecnológica e transição para práticas de agricultura sustentável.
O presidente do BDMG, Gabriel Viégas Neto, destacou o crescimento contínuo da instituição no apoio ao agro. “Em 2024/2025 oferecemos R$ 1,4 bilhão. Nesse ano, crescemos 40% e disponibilizamos R$ 2 bilhões. Estamos atentos e, se houver mais demanda, faremos o esforço para atender o setor”, declarou.
A cafeicultura mineira, que coloca o estado como líder nacional na produção, também terá aporte significativo. Por meio do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé), o BDMG vai oferecer R$ 316 milhões, valor 36% maior que o da safra anterior.
Além disso, o banco passa a operar a linha Funcafé Custeio, que financia insumos e serviços para a produção, como compra de sementes, adubos e secagem do café. Também continuam em operação as linhas de Comercialização, FAC e Capital de Giro. Desde a safra 2018/2019, o BDMG já desembolsou mais de R$ 2,5 bilhões em recursos do Funcafé.
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