O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou nesta quinta-feira (9) que os episódios de corrupção não se restringem ao estado do Rio de Janeiro.
Fux, que nasceu na cidade do Rio, fez a declaração no curso do julgamento em que a Corte debate se a eleição para preencher o cargo de governador do estado, em caráter temporário, será definida por voto direto ou indireto.
O magistrado pontuou que o cenário de desvios éticos na política não deve ser generalizado.
"Existem bons representantes políticos no Rio, que defendem o estado na Câmara dos Deputados. Caso esses políticos sejam condenados ao inferno, eles levarão consigo altas autoridades", disse.
Sem mencionar nomes, Fux também contestou opiniões de outros ministros do STF sobre o assunto.
"Essa surpresa não seria tão grande se os colegas tivessem acompanhado o julgamento do mensalão, da Lava Jato, deste caso de fraudes no INSS e do Banco Master, pois os escândalos não se concentram no Rio de Janeiro", argumentou.
Durante a sessão, ao solicitar mais tempo para análise, o ministro Flávio Dino mencionou que diversos governadores, deputados e membros de Tribunais de Contas foram detidos nos últimos anos por envolvimento em corrupção.
"Que outro estado tem essa situação? Não podemos julgar de forma burocrática aqui, pois isso já foi decidido pelo TSE. Quem destacou a gravidade foi o TSE", afirmou Dino, referindo-se à decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que declarou o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro inelegível.
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Julgamento em andamento
Anteriormente, o pedido de vista de Dino suspendeu o debate sobre o mandato-tampão. A discussão será retomada apenas após a publicação oficial do acórdão referente ao julgamento do TSE. Ainda não há data prevista para a divulgação do documento.

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