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Quinta-feira, 04 de Junho 2026
Brasil/Mundo

Forças de segurança do Rio apreendem artefatos explosivos e frustram possível ataque

Investigações apontam que o coletivo planejava empregar os explosivos em um protesto agendado para esta segunda-feira, diante da Alerj.

Redação RCWTV
Por Redação RCWTV
Forças de segurança do Rio apreendem artefatos explosivos e frustram possível ataque
© Tomaz Silva/Agência Brasil
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A Polícia Civil do Rio de Janeiro interceptou um grupo que, de acordo com as investigações, planejava cometer ataques utilizando artefatos explosivos improvisados durante um protesto. A manifestação estava programada para as 14h desta segunda-feira (2), em frente à sede da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

A operação foi coordenada pela Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), que executou 17 mandados de busca e apreensão em diversos locais na capital, na região metropolitana do Rio e em cidades do interior. Conforme as autoridades, o coletivo se autodenomina "Geração Z" e possui cerca de 300 membros somente na capital fluminense.

As apurações tiveram início quando a delegacia especializada tomou conhecimento da existência de comunidades em plataformas de mensagens e perfis em redes sociais. Esses canais eram utilizados para organizar "manifestações antidemocráticas" planejadas para diversas localidades do Brasil nesta segunda-feira.

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Paralelamente, em São Paulo, doze indivíduos foram detidos sob a acusação de planejar um ataque na Avenida Paulista durante o mesmo período da tarde.

Segundo a Polícia Civil, a operação desta data foi originalmente concebida para executar medidas cautelares contra quatro suspeitos. Contudo, informações de inteligência permitiram a identificação de outros treze indivíduos na manhã de hoje, o que levou as autoridades a solicitar ao Juízo mandados adicionais de busca e apreensão, os quais foram prontamente concedidos pela Justiça.

Durante a intervenção, foram apreendidos coquetéis molotov caseiros, bem como bandeiras e panfletos sem direcionamento específico. O delegado Luiz Lima, à frente da Delegacia de Repressão a Crimes de Informática, detalhou que o material confiscado continha "bandeiras com mensagens de combate à corrupção, especificamente contra a corrupção no caso Banco Master e contra governantes em exercício, porém sem menção a nomes, partidos políticos ou legendas específicas”.

As investigações revelaram que os membros do grupo disseminavam conteúdos que incitavam a radicalização e o confronto. Adicionalmente, foram descobertas instruções e materiais didáticos para a montagem de artefatos incendiários improvisados, como os coquetéis molotov, e também bombas artesanais, que continham bolas de gude e pregos em sua composição interna.

Os indivíduos visados pelos mandados de busca e apreensão estão sendo investigados por delitos como incitação ao crime, associação criminosa e posse, fabricação ou preparo de artefato explosivo ou incendiário.

Todos os envolvidos são participantes ou administradores de comunidades online que operavam no Rio de Janeiro. Segundo as autoridades, eles "desempenhavam um papel ativo e significativo, incentivando diretamente a prática de atos violentos e orientando as ações planejadas, inclusive na seleção de um ponto estratégico do panorama político fluminense para a execução do ataque".

FONTE/CRÉDITOS: Douglas Corrêa - Repórter da Agência Brasil

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