Durante as férias escolares, período em que crianças passam mais tempo em casa e em áreas externas, cresce o risco de acidentes domésticos e urbanos. Situações cotidianas, muitas vezes associadas a momentos de distração, estão entre as principais causas de atendimentos de urgência envolvendo o público infantil em Minas Gerais e em todo o país.
Entre os acidentes mais frequentes estão as queimaduras causadas por líquidos quentes. Um caso recente atendido no Hospital João XXIII, em Belo Horizonte, ilustra esse cenário. A unidade integra a rede da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), vinculada à Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), e é referência no atendimento a casos graves de trauma e queimaduras.
Segundo a coordenação do Centro de Tratamento de Queimados do Hospital João XXIII, a escaldadura é a principal causa de queimaduras em crianças pequenas. Especialistas apontam que a maioria desses acidentes poderia ser evitada com medidas simples de prevenção no ambiente doméstico, como o uso das bocas traseiras do fogão, a posição dos cabos das panelas voltados para dentro e a retirada de toalhas de mesa que possam ser puxadas pelas crianças.
O Hospital João XXIII realiza cerca de 2 mil atendimentos por ano relacionados a queimaduras e traumas complexos, consolidando-se como referência estadual nesse tipo de assistência. Além dos líquidos quentes, outro risco recorrente dentro das residências são as queimaduras elétricas. Tomadas sem proteção e fios expostos representam perigo constante, exigindo vigilância permanente dos responsáveis, mesmo com dispositivos de segurança instalados.
Atenção também fora de casa
Durante o recesso escolar, os riscos não se limitam ao ambiente doméstico. Crianças maiores costumam ganhar mais autonomia para brincar em áreas externas, o que demanda atenção redobrada de pais e responsáveis. Especialistas alertam que a redução da supervisão é um fator determinante para a ocorrência de quedas de altura, atropelamentos e afogamentos, especialmente em piscinas, rios e represas.
Brincadeiras ao ar livre devem ocorrer sempre sob supervisão de um adulto, em locais seguros e afastados de vias movimentadas. O uso de equipamentos de proteção, como capacetes, joelheiras e cotoveleiras, é recomendado em atividades como bicicleta, skate e patins. Profissionais de saúde também chamam atenção para o risco de traumatismos cranianos, que podem ser graves mesmo na ausência de fraturas aparentes.
Prevenção dentro de casa
As crianças também são as principais vítimas de intoxicações acidentais com produtos de uso doméstico. Embalagens coloridas e chamativas despertam curiosidade e aumentam o risco de ingestão indevida. A SES-MG reforça que a prevenção é fundamental para garantir férias mais seguras.
Entre as orientações estão o armazenamento correto de produtos de limpeza e medicamentos em locais fora do alcance das crianças, além do cuidado com objetos pequenos, como pilhas, baterias e tampas de caneta, que podem causar sufocamento. No caso dos brinquedos, é essencial respeitar as indicações de idade dos fabricantes e manter ambientes protegidos com telas em janelas e próximos a escadas.
O que fazer em caso de acidente
Em situações de contato com produtos de limpeza, a orientação é lavar imediatamente a área atingida com água corrente e procurar informações junto ao fabricante. Em casos de queimadura, o local deve ser colocado sob água corrente em temperatura ambiente até a avaliação médica.
Nos casos de intoxicação por medicamentos ou produtos químicos, a criança deve ser levada rapidamente a um hospital, sem ingerir alimentos ou líquidos e sem induzir o vômito. Em emergências, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) pode ser acionado pelo telefone 192.
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