Os advogados de Paulo Henrique Costa, que presidiu o Banco de Brasília (BRB), esperam a intimação da Polícia Federal (PF) para que o ex-dirigente preste um novo depoimento no âmbito da investigação sobre supostas irregularidades financeiras envolvendo o banco público e o Banco Master.
Conforme informado pelo advogado Cleber Lopes, a solicitação para que Costa fosse ouvido foi encaminhada à delegada federal Janaína Palazzo em 30 de dezembro de 2025, data em que o ex-presidente do BRB e o banqueiro Daniel Vorcaro participaram de uma acareação no Supremo Tribunal Federal (STF).
A acareação, ordenada pelo ministro Dias Toffoli, do STF, que à época era o relator do inquérito sobre as fraudes no Banco Master e a tentativa de aquisição de ativos do banco de Vorcaro pelo BRB, tem como propósito confrontar as distintas versões dos fatos investigados. Toffoli, no entanto, deixou a relatoria do caso na última semana, sendo sucedido pelo ministro André Mendonça.
O advogado do executivo, em nota divulgada nesta quarta-feira (18), informou que a defesa solicitou à delegada responsável pela investigação que designasse uma data para o depoimento. Segundo ele, na ocasião da acareação, o objetivo era somente esclarecer possíveis contradições.
Lopes afirmou que a delegada concordou com o pedido e que a defesa está aguardando a marcação da data. O advogado também negou que o ex-presidente do BRB esteja considerando a possibilidade de um acordo de colaboração premiada com a Justiça, classificando tal hipótese como mera especulação.
Procurada pela equipe de reportagem, a Polícia Federal não se pronunciou até o momento sobre o tema.
Paulo Henrique Costa, Daniel Vorcaro e outros indivíduos foram alvos da Operação Compliance Zero, deflagrada pela PF em novembro de 2025. A ação visa investigar a concessão de créditos supostamente fraudulentos pelo Banco Master, além da tentativa de aquisição da instituição financeira pelo Banco Regional de Brasília (BRB), um banco público ligado ao governo do Distrito Federal. As investigações apontam que o montante das fraudes pode atingir R$ 17 bilhões.

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