Em uma sessão caracterizada por forte instabilidade, o dólar registrou queda e encerrou o pregão abaixo da marca de R$ 5,20, algo inédito em quase dois anos. Paralelamente, a bolsa de valores viu sua sequência de recordes ser quebrada, reflexo da deterioração observada nos mercados internacionais.
O dólar comercial finalizou a quinta-feira (29) cotado a R$ 5,194, apresentando uma desvalorização de R$ 0,012, equivalente a -0,22%. A jornada da moeda norte-americana foi marcada por oscilações significativas: após cair para R$ 5,16 antes do meio-dia, disparou para R$ 5,24 por volta das 12h30, para então recuar novamente durante a tarde, firmando-se abaixo de R$ 5,20 a partir das 15h30.
Este patamar representa o menor valor da divisa estadunidense desde 28 de maio de 2024. No acumulado da semana, a moeda já registra uma desvalorização de 1,75%, e em janeiro, a queda totaliza 5,38%.
O segmento acionário, por sua vez, vivenciou um dia de correções. Após alcançar dois recordes sucessivos, o índice Ibovespa, referência da B3, concluiu o pregão com 183.133 pontos, registrando uma baixa de 0,84%. Apesar de ter superado a marca dos 186 mil pontos pela manhã, o indicador não resistiu à performance das bolsas estadunidenses no período vespertino e encerrou em território negativo.
Apesar da divulgação de importantes dados domésticos, como a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) e a redução na criação de empregos em 2025, o foco principal das operações financeiras esteve voltado para o cenário internacional.
Globalmente, a reação dos investidores foi impulsionada pela acentuada desvalorização das bolsas estadunidenses no começo do dia. Embora a volatilidade tenha se atenuado nos índices ligados à indústria e às 500 maiores corporações dos Estados Unidos ao longo da sessão, o índice Nasdaq, que congrega as empresas de tecnologia, registrou uma queda de quase 1% nesta quinta-feira.
Com informações da Reuters

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