As jovens de 18 anos, selecionadas em todo o território nacional para o Serviço Militar Inicial Voluntário Feminino de 2025, têm até esta sexta-feira (20) para concluir as etapas da seleção complementar.
Para verificar a data e o endereço precisos da unidade militar à qual devem se apresentar, as candidatas devem consultar o portal oficial de alistamento, acessível pela plataforma Gov.br.
Durante esta fase presencial, serão minuciosamente verificados os critérios essenciais para a carreira militar, incluindo a realização de avaliações clínicas, entrevistas aprofundadas e testes de aptidão física.
Esta etapa representa a quarta e derradeira fase antes do ingresso formal das aprovadas na carreira militar, um processo que ocorre pela segunda vez na história do país.
Ato de incorporação
É importante salientar que tanto os homens quanto as mulheres que forem incorporados após o alistamento não terão garantia de estabilidade no serviço militar.
A incorporação das novas militares está programada para ocorrer em duas datas distintas neste ano: entre 2 e 6 de março, e posteriormente, de 3 a 7 de agosto.
Na Marinha do Brasil, as mulheres iniciarão suas funções como marinheiro-recruta, enquanto no Exército e na Força Aérea Brasileira, atuarão como soldado, desfrutando dos mesmos direitos e cumprindo os mesmos deveres que seus colegas masculinos.
Panorama das vagas no serviço militar
Para o ano de 2026, a oferta inicial de vagas para mulheres voluntárias soma 1.467 posições, distribuídas da seguinte forma: 157 para a Marinha, 1.010 para o Exército e 300 para a Força Aérea.
Essas oportunidades estão disponíveis em 51 cidades, englobando unidades militares das três Forças Armadas em 13 estados brasileiros, além do Distrito Federal.
No ano de 2025, aproximadamente 34 mil mulheres manifestaram interesse e se inscreveram para o recrutamento voluntário.
O alistamento para o serviço militar é compulsório para homens que atingem 18 anos de idade. Em 2025, o número de alistamentos masculinos alcançou 1.029.323.
Tradicionalmente, o ingresso feminino nas Forças Armadas ocorria exclusivamente por meio de concursos para cargos de sargentos ou oficiais, exigindo formação técnica ou superior. Contudo, a partir de 2025, as mulheres passaram a ter a possibilidade de ingressar como recrutas, ocupando a base das três instituições.
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