Por 5 votos a 4, o Conselho Superior do Ministério Público Federal rejeitou nesta sexta-feira a abertura de um procedimento de investigação contra o procurador-geral da República, Paulo Gonet.
O colegiado negou um pedido apresentado pelo Partido Novo para que o chefe do MPF fosse investigado pelo crime de prevaricação.
A representação pedia o afastamento de Gonet do comando dos processos que envolvem fraudes no Banco Master.
Contudo, na mesma sessão, os conselheiros decidiram manter o procurador na condução dos casos de forma unânime.
Votos no colegiado
As manifestações contrárias à abertura da investigação foram proferidas pelo relator e outros quatro subprocuradores.
Por outro lado, quatro membros votaram a favor de investigar o caso.
Durante a análise, defensores da tese contrária apontaram que não há indícios de amizade íntima entre o chefe do MPF e o ex-banqueiro.
Já os favoráveis à apuração argumentaram que existem elementos suficientes para caracterizar dolo específico.
Origem das menções
As citações ao nome do procurador vieram à tona após a retirada do sigilo de mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro.
Apesar da repercussão e da divulgação de uma foto em evento jurídico, Gonet negou proximidade com o ex-banqueiro.

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