A Comissão de Turismo da Câmara dos Deputados deu aval a um projeto de lei que institui o Programa Emprega Turismo. A iniciativa visa a contratação formal de profissionais em setores como hotelaria, culinária e agências de viagens.
O documento acatado é a versão do relator, deputado Marcelo Álvaro Antônio (PL-MG), para o Projeto de Lei 1599/25, apresentado pelo deputado Marx Beltrão (PP-AL) e mais três parlamentares. A ideia original priorizava beneficiários do Bolsa Família nas novas contratações, mas o relator alterou essa determinação.
“A palavra ‘prioritariamente', que constava na redação original, poderia gerar uma injustiça no mercado de trabalho, quando para a mesma vaga se apresentassem dois candidatos: um beneficiário do Bolsa Família e outro não”, explicou o relator.
Contudo, o substitutivo proposto pelo relator mantém a previsão de que os contratados possam continuar recebendo o Bolsa Família por até 24 meses, mediante o cumprimento de certas condições. Após esse período, o benefício será encerrado, mas será garantido o retorno ao programa nos 12 meses subsequentes caso a renda familiar per capita da família volte a ficar abaixo de R$ 218,00.
A remuneração do trabalhador contratado deverá ser o maior valor entre o salário mínimo nacional, o piso salarial estadual ou o piso salarial da categoria profissional correspondente.
Adicionalmente, o texto estabelece que o cálculo de verbas rescisórias, como férias e 13º salário, deve considerar apenas o salário pago pela empresa, excluindo a parcela recebida do Bolsa Família.
Empresas que aderirem ao programa se beneficiarão de uma redução de 50% na alíquota da contribuição previdenciária patronal sobre a folha de pagamento dos novos funcionários por um período de dois anos.
Em outros pontos, o substitutivo remove a prioridade para os contratantes em linhas de crédito de bancos públicos, como o BNDES, pois estas seguem critérios técnicos de risco. Segundo o relator, essa intervenção “poderia desperdiçar recursos e frear o turismo eficiente”.
O Emprega Turismo será direcionado especialmente a micro e pequenas empresas, com o intuito de fomentar a geração de renda em municípios que dependem significativamente de repasses governamentais. Para o relator, a iniciativa visa oferecer “portas de saída” do assistencialismo.
A proposta ainda passará por análise conclusiva nas comissões de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Para se tornar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara e, posteriormente, pelo Senado.
Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei
Comentários
Para comentar realize o login em sua conta!
Login Cadastre-se